sábado, 29 de agosto de 2009

Os Chakras

Os chakras funcionam como órgãos de captação de energia do campo energético da vida universal, o qual envolve a todos nós e também pode ser chamado de campo universal de saúde. A energia absorvida e metabolizada de cada chakra é enviada para as partes do corpo localizadas na principal área do plexo nervoso próximo de cada chakra. Essa energia é muito importante para o funcionamento saudável do campo áurico e do corpo físico. Na tradição oriental, essa energia é chamada de prana ou chi. Se um chakra para de funcionar de modo apropriado, a absorção de energia será perturbada. Isso significa que os órgãos do corpo servidos por esse chakra não vão receber o suprimento energético necessário. Se a disfunção do chakra prosseguir, o funcionamento normal dos órgãos e de outras partes do corpo nessa área específica será prejudicado. Essa parte do corpo vai enfraquecer, assim como o seu sistema imunológico e a doença vai acabar se manifestando nessa parte do corpo.

Bárbara Ann Brennan é curadora, terapeuta e cientista que se devotou durante mais de vinte anos à pesquisa e a exploração do campo de energia humana. Extraído do livro Luz Emergente

Dançando com o mestre

Dançando com o mestre é uma das meditações mais gostosas para mim. Simplesmente adoro-a. Dançar livremente, solto, bailando ao simples prazer de bailar, entregue aos impulsos do rítmo a conduzir o corpo à esferas de intenso prazer. Os movimentos são soltos e acompanham o rítmo musical, o corpo se deleita, a mente está absolutamente vazia, apenas o estar presente, a música e o dançarino tornam-se únicos, simbiotizam-se, desaparecem, ou como falava Osho, apenas a dança está presente.
A música termina. O corpo para e congela-se naquele momento, vira estátua, e o testemunho aparece. uma presença surge, uma presença que está para além da mente, é apenas um testemunho um não julgador, um observador que apenas percebe o corpo, o suor, a respiração, o cansaço, o prazer de ter girado no espaço da música que envolveu completamente o dançarino. Essa é uma das grandes contribuições de Osho para a humanidade. Não que ele tenha criado a meditação do dançar, mas foi ele que me chamou para a divindade da dança.
Firdauz

Os diferentes estados da mente

Associação – A associação é nosso pensamento comum. Na associação nosso pensamento é um louco sem controle. Você fala no Sol e isso me remete à um rio onde me banho, esse pensamento me leva a minha infância onde eu estava ao lado de meu pai junto à natureza, a visão de meu pai remete-me à lembrança de meu irmão que mora em Porto Alegre, isso me lembra o Brique da Redenção onde eu passei horas contemplando o movimento dos freqüentadores certa vez que estive lá. Como você percebe, um pensamento leva a outro, que leva a outro, assim por diante. Para cada pessoa, uma associação diferente.
Contemplação – Na contemplação nós começamos a disciplinar o louco. Seguimos um caminho, uma direção, o louco tenta fugir, nosso pensamento, volta-e-meia foge, mas o trazemos de volta e continuamos seguindo esse caminho. O ritmo é mais suave, tranqüilo. Alcançamos estados de paz, serenidade.
Concentração – Na concentração nem mesmo uma direção é permitida, focalizamos nossa atenção em um ponto, pode ser um mantra, uma luz, uma figura (mandala)... Se o louco quiser assumir, o controlamos novamente. O ritmo suaviza-se mais. Novamente vislumbramos estados de serenidade e paz.
Meditação – Na meditação, o louco não mais existe, a mente não é permitida, a meditação é um estado de não-mente. Conforme uma analogia de Osho – Nossa mente é uma sala e nossos pensamentos são a mobília. Você tira uma cadeira e um espaço surge. Esse espaço não foi criado, ele já existia mas estava ocupado pela cadeira. A cada mobília que vai sendo tirada, mais espaço se manifesta, quando não houver mais mobília, será apenas espaço. Então, a meditação surge.

Benefícios do estado meditativo

A mente agitada está sempre fixada no passado ou no futuro, ao passo que meditar é concentrar-se no presente.
São inúmeros os benefícios da meditação:
Ela produz um estado fisiológico de profundo relaxamento, junto a um estado mental desperto e altamente alerta. Um homem dormindo, consome 6 vezes mais oxigênio que meditando. Há uma diminuição no metabolismo e no ritmo cardíaco e respiratório. Fortalece o sistema imunológico, equilibrando o trabalho das células como um todo. É um dos melhores antídotos contra a angústia, ansiedade, depressão, medo, stress, etc...
Através da meditação podemos alterar os padrões desarmônicos de pensamento que impossibilitam nosso equilíbrio. Aproximando-nos da cura1.
Quando entramos em estado meditativo, harmonizamos nossas emoções, proporcionando um estado de paz e serenidade.
Nas primeiras práticas, podemos demorar a alcançar esse estado, e algumas pessoas, nem o alcançam nas primeiras vezes. Porém, com a determinação, a cada prática o atingimos mais rapidamente, e seus efeitos são cada vez mais prolongados.

A transformação é interior

“Nenhum líder vai nos dar a paz, o que vai nos dar a paz, é a transformação interior, que nos conduzirá a ação exterior. A transformação interior não é isolamento, desistência de ação exterior, ao contrário. Só pode haver ação correta, quando há pensamento correto, e não existe pensamento correto, quando não existe auto-conhecimento. Sem conhecer a si mesmo, não existe paz”.
Tulku

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mudar é dificil

Estive lendo alguns trechos de um livro que dizia da dificuldade de mudar, de ver o óbvio. Pois é. O óbvio é realmente difícil de enxergar. Mudar é uma atitude que inspira alterações no comportamento nosso de cada dia. Deixar de lavar as mãos com a torneira aberta, por exemplo. Que dificuldade! Lavar uma louça, tomar um banho evitando desperdício. Ah! quanta dificuldade. É como se precisasse rasgar o peito para fazer isso. Imagine enxergar a necessidade de deixar de comer carne animal, imagine diminuir as necessidades de consumo, imagine dedicar 10 minutos que seja do dia para a prática de meditação: não há tempo. Dez minutos! Imagine alterar rotas diárias, afazeres diários, pensamentos incrustados no corpo. Prefiro morrer! "Não, não posso mais, tô muito velho pra isso". É melhor levar para o túmulo o hábito de fumar ou de comer carne animal. Pouco importa que dano isso possa causar. Fiz isso a vida toda. Vou parar agora? Tô morrendo e levo este hábito comigo! Gerações, será preciso gerações a abandonar velhos hábitos para que novos paradigmas possam prevalecer em um mundo que insiste em ser o mesmo. Velhos hábitos humanos, tão velhos, tão petrificados que só gerações para mudar. E que deus tenha paciência para conosco. E que o planeta nos dê o tempo necessário. Oxalá o mundo ainda resista a tanta ignorância de tanta gente que insiste em viver mal.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Queimadas

Mais um Setembro se inicia
E mais uma vez se inicia também
A queima de minhas matas.

Por que me tratam assim?
Por que me despem de minhas verdes vestes de forma tão brutal?
Acaso ando eu a tratar tão mal meus filhos diletos?
Acaso lhes deixo sem água para matar vossa sede
Ou alimento para saciar vossa fome?

Vocês humanos são meus filhos diletos

A vocês dei não somente vida como aos outros animais
Mas também inteligência para melhor me conhecer
E de mim extraírem tesouros que possuo escondidos
Em locais que só com sua inteligência podem ser alcançados

A vocês dei abundância de água, de terra e ar
E no entanto, vós, com suas mesquinhas iras, suas intestinas lutas
De seres humanos imaturos, tocam fogo em minhas verdes camadas
Que ressecam minha pele, matam animais, destroem rios, acabam
Com a diversidade da vida e poluem o ar

O que querem vocês?

Alguém, algures já disse que fazer mal a terra
É fazer mal aos filhos da terra
E todos vocês são meus filhos
Vieram de minhas entranhas e para lá hão de voltar.

Por que maltratam a mim e a seus irmãos irracionais?
Acaso não me reconheceis como sua mãe?
Acaso não reconheceis os outros animais como vossos irmãos?
Quando os gerei com sua inteligência
Pensei no melhor
Pensei no mais belo de minha criação
Pensei no apogeu de minha criatividade
Mas não pensei que esta poderia ser também
A minha própria destruição e de todos os filhos outros que gerei

Sei que tentei o belo, sei que tentei o melhor
No entanto, não foi o suficiente
Não foi o bastante lhes dar a inteligência
Era preciso sobretudo lhes dar a sabedoria e o amor
Que ficou escondido em algum lugar
Guardado no fundo de seu imaturo peito

E por isto, vendo hoje os Setembros chegarem, vendo os Outubros e
Os outros meses quentes chegarem, olho para meus outros tantos
Filhos mortos e feridos por seu insano ato
De queimar minhas verdes coberturas, e lhes peço perdão

Às vezes por ter criado vocês humanos,
Às vezes por ter esquecido de lhes colocar
Um pouco mais de amor no coração

Sei que foi por pouco, sei que foi por um triz
O amor apenas não ficou a vista de vocês
Pensei que com a grande inteligência que lhes provi
Vocês o encontrassem

Mas como dói meu erro

E agora sou obrigada a dizer:

Filhos, como mãe, como terra,
Como senhora de toda a criação deste planeta
Se quiserdes continuar a existir cá em mim,
Pensem no que estão a fazer
Reflitam sobre a destruição que provocais e usem um pouco mais
Aquilo que de bom coração deixei a vocês:

A inteligência.

domingo, 12 de julho de 2009

O impacto da meditação no tratamento do câncer

Recebi texto muito interessante sobre algo que venho defendendo a tempos: os benefícios físicos e espirituais que a prática da meditação nos traz. Embora não concorde com os autores sobre seu conceito de meditação, ao meu ver, um pouco equivocado e que já tratei neste blog, vamos ao texto:

"A meditação tem origem obscura. Entretanto, os mais antigos textos médicos conhecidos, escritos há cerca de 1000 anos antes de Cristo, referentes à medicina ayurvédica indiana, já incluíam a prática de meditação como um procedimento valioso para a manutenção e a recuperação da saúde. Nos últimos 35 anos, a meditação passou a ser crescentemente adotada no ocidente como método terapêutico complementar, o que despertou o interesse da comunidade científica, que já divulgou os resultados de suas pesquisas em mais de 1600 publicações. Atualmente, a prática de meditação é utilizada rotineiramente como terapia complementar em centenas de centros médicos, inclusive naqueles associados às mais prestigiosas universidades do mundo como Harvard e Oxford.
Mas o que é meditação? O fluxo constante e caótico de pensamentos em nossa mente impede que nos concentremos naqueles que são mais importantes, ou seja, compromete nossa atenção e concentração, além de causar intenso cansaço mental e gerar ansiedade e frustração, porque não conseguimos achar as soluções necessárias, já que novos pensamentos surgem continuadamente atropelando os anteriores. A consequente exaustão mental, que evolui para a exaustão física, associadas à ansiedade e ao sentimento de frustração, acabam por comprometer os sistemas de defesa do organismo e tornar o indivíduo suscetível a uma grande variedade de doenças. Esta sequência de eventos danosos à saúde pode ser revertida pela meditação. Meditar consiste em focalizar a mente, o que leva a um estado de relaxamento mental e físico que, por sua vez, facilita alcançar um estado de grande serenidade, que induz ao estado meditativo. Neste, perde-se a noção de tempo, espaço e corporeidade, a consciência se expande e advém um estado de profunda paz. Essas sensações de serenidade e paz, entre outras emoções positivas induzidas pela meditação, exercem impacto altamente benéfico sobre o sistema imunoneuroendócrino, capaz de concorrer, de maneira decisiva, para a manutenção e recuperação da saúde.
São várias as doenças em que a meditação exerce um efeito positivo nas pessoas, entre elas o câncer. Células mutantes, com potencialidade para se transformar em células cancerígenas, surgem diariamente em nosso organismo, mas são eliminadas por nossos mecanismos de defesa, principalmente aqueles associados ao sistema imunitário. As células imunitárias têm capacidade de detectar e destruir as células mutantes e, desta maneira, impedem o aparecimento do câncer. Além disso, mesmo após o estabelecimento do câncer e, eventualmente de metástases, as células tumorais continuam sendo monitoradas e podem ser eliminadas pelo sistema imunitário. Acontece que as emoções negativas, como ansiedade, tristeza, mágoa, ressentimento, culpa e medo, bloqueiam o sistema imunitário, tornando-nos suscetíveis a doenças, inclusive o câncer. A meditação tem a capacidade de transformar as emoções negativas em positivas, tornando as pessoas mais serenas, intuitivas, sensíveis, amorosas e felizes. Tais emoções positivas alimentam o sistema imunitário, que passa a exercer sua função protetora de maneira eficiente, evitando o adoecimento e mesmo fazendo reverter doenças já estabelecidas. Este efeito, aparentemente milagroso, tem recebido o embasamento teórico e experimental da nova ciência da psiconeuroendocrinoimunologia, que estuda os efeitos das emoções sobre os sistemas de defesa do organismo. Parte da atividade benéfica da meditação em pessoas com câncer deve-se à redução do tônus simpático, associado à ansiedade, e aumento da atividade parassimpática, associada à tranqüilidade, além de aumento do hormônio melatonina, que apresenta atividades estimuladora do sistema imunitário, antitumoral e bloqueadora do efeito imunodepressor da ansiedade.

Está sendo oferecido no auditório do Hospital Universitário de Brasília um curso de meditação para pessoas em tratamento ou acompanhamento de câncer de mama, sob a responsabilidade dos autores dessa matéria. O curso é grátis, não tem qualquer vinculação religiosa e não interfere com o tratamento instituído pelo médico. Se você está em tratamento ou acompanhamento de câncer de mama, será muito bem-vinda. Informações pelos telefones 3307-2273 (Laboratório de Imunologia Celular), ou 8171 0559 (Dr Castellar), ou 3208-6397 / 3367-3434 (psicóloga Lúcia Wolff) .
[1] Médico, pesquisador e professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília
[2] Médico e doutorando do Programa de Ciências Médicas, Faculdade de Medicina, UnB

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O extraordinário existe.

Vibrei estes dias com uma notícia interessante que saiu no jornal das onze da globo. Mas percebi que o jornalista, Willian Vack não entendeu ou não refletiu o suficiente sobre a matéria que ele mesmo selecionou para apresentar no jornal do qual é o ancora. A notícia referia-se a um jovem de 13 anos que passou em primeiro lugar no vestibular de uma universidade federal brasileira para o curso de química. A reportagem o situa como um pequeno gênio. E a levar em conta a reportagem, é mesmo. Aos dois anos já sabia ler e escrever, aos treze termina o segundo grau e segundo o jornalista é excelente professor quando dá aulas para colegas de turma bem mais velhos. Sonha em se tornar professor e apresenta uma desenvoltura intelectual fora do comum.
Fico realmente feliz em saber isso, mas também fico apreensivo com o pouco caso feito em relação ao valor deste jovem que deveria ter uma atenção especial por parte das autoridades. Queiramos ou não, é incomum sua inteligência a qual deve ser dada oportunidade para se desenvolver ao máximo. Fosse nos Estados Unidos, este garoto já teria bolsa de estudos e um futuro garantido em alguma empresa de pesquisa onde lhe seria oferecido condições para desenvolver suas habilidades mentais que muito bem poderia ser aproveitada para o bem deste nosso país. Se não me engano é isso que fazem os grandes clubes. Olheiros freqüentam campos de futebol mirim no intuito de encontrar potenciais craques nos quais se investirá para tornarem-se futuros jogadores profissionais. Por que não investir em gênios escolares? Onde será que poderia chegar um jovem como este tendo condições de sobrevivência asseguradas e condições para desenvolver suas habilidades mentais? Não poderíamos ter outro Einstein? Isac Newton? Osho? Krisnamurty? E tantos outros gênios que ajudaram a humanidade? Quando vi a reportagem, por um lado fiquei muito feliz, mas por outro sofri pelo fato deste rapaz ter nascido no país do futebol e não em um país onde ter uma capacidade além das outras pessoas é realmente festejado.

MEDITAÇÃO DINÂMICA!

Essa meditação foi criada pelo professor de filosofia e mestre espiritual Osho.
Ela é também chamada de meditação dialética porque trabalha os opostos/complementares juntos: tanto a ação quanto a imobilidade, tanto o som quanto o silêncio.
Em geral estamos suspensos em algum ponto do nosso desenvolvimento desde a fase intra-uterina, por experiências conflitantes ainda não solucionadas ou elaboradas.
Esta técnica atua nas fases do desenvolvimento libidinal da nossa criança interna, trazendo insights, ajudando no processo de liberação das fixações e integrando os conteúdos psíquicos do insconsciente. Por isso acho essa prática fundamental para quem está em processo terapêutico.
Pratico essa meditação há mais de dezoito anos e ela é sempre nova e imprevisível pra mim.
Ela tem funcionado como uma espécie de oráculo. Nunca fiquei sem resposta apesar de nunca ter trazido perguntas durante a prática da mesma. É incrível, mesmo sem perguntar a resposta vem, porque a gente traz a pergunta no insconsciente. E a pergunta é sempre sobre este momento da nossa vida. E a resposta flui como uma direção, um caminhar, como um novo passo.
E quando me dou conta, lá estou eu trilhando um novo caminho importante para o meu crescimento. Não é um planejamento meu, uma decisão minha, simplesmente acontece.
O que é necessário é simplesmente praticar a técnica, ficar disponível, e confiar que o novo sempre vem, e é bom pra nós.
O grande em nós sempre sabe, o pequeno fica planejando.
O pequeno em nós vai nos levar a uma longa distância, numa trilha que não chegará a lugar nenhum.
O grande num piscar de olhos, já chegou, e o coração pulsa em alegria.
A Meditação Dinâmica acessa o grande!
Texto escrito pela Ojas

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Salário do professor no Brasil é o 3º pior do mundo.

O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários, mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgada ontem, em Genebra, na Suíça. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia.Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana.Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.Com os baixos salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam deixando a profissão em busca de melhores salários.O estudo mostra que, no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença?
Fonte: Jornal do Commercio - Rio de Janeiro

sábado, 10 de janeiro de 2009

Já li muitos depoimentos com várias posições sobre a guerra Árabe-Israelense de tão antiga data. Li depoimentos cheios de emoção, depoimentos bravos e até apocalípticos. Uns posicionam-se contra os Árabes, outros contra Israel e ainda outros contra a intransigência dos dois lados, e a favor da paz. E realmente, é triste ver a carnificina que por aquelas bandas ocorre, divulgadas pelos veículos de comunicação; é triste de ver diretamente na tv, todo o horror sentido pelo povo que sofre, e pior ainda - pelo menos é o que penso - é ver os senhores da guerra discutindo em seus escritórios confortáveis os tratados que podem ou não dar fim a guerra. Ah! esses terríveis senhores da guerra (afinal, quem será que vende as armas que esses senhores usam?). Mas é também interessante perceber o quanto se tem pesos e medidas diferenciados para os sofrimentos terrenos. A globo e todas as outras emissoras e as instituições internacionais de divulgação se esmeram em colocar esta guerra em primeira página e fazem de tudo para sensibilizar a opinião pública mundial para este fato. Colocam o espetáculo da morte em nossas casas porque parece que para nós isto é um espetáculo que vale a pena ver e se sensibilizar com ele (e até parece que é recente, e até parece que é o único no mundo ou o mais terrível). E realmente encontram telespectadores ou leitores ávidos por consumir este espetáculo. Mas se é de morte que se está falando, por que não colocar o espetáculo da morte que ocorre agora no Congo, na Nigéria, no Quênia, no Sudão, Somália e em outros países da África também em nossos lares? Por que não se falar do genocídio do Tibet? Afinal, as mortes de lá talvez dê mais ibope, afinal os mortos não são contados as centenas mas aos milhares e até milhões e de crianças que morrem de fome, lentamente, talvez a pior das mortes (mas talvez eu esteja errado, os mortos de lá não devem dar ibope, não são guerras glamourosas). E por que será que ninguém fala nada disso? E por que ninguém fala nada de nossas crianças faveladas do Rio, de São Paulo, da Bahia, e de todas as grandes cidades brasileiras e dos interiores do Norte e Nordeste principalmente, que são mortas também aos poucos, também pela fome ou atingidas na alma, pela falta de esperança, pelo envolvimento com as drogas, pelo envolvimento com o tráfico, pelo roubo puro e simples, pela fome, pela carência de infância pelo confronto com a polícia? Acho que já nos acostumamos a pensar na morte ou na vida severina (como diria João Cabral de Melo Neto) de nossos jovens, porque se abrirmos o jornal são jovens na grande maioria, os presos do dia, os apanhados roubando do dia, os traficantes do dia, os assassinos do dia, etc. Nos acostumamos e não nos indignamos mais com as mortes violentas destas crianças daqui como da África, ou do Tibet, regiões que, parece, são assim mesmo. Não é? Mas, essa guerra repentina lá na Palestina, (repentina?) nos pegou de surpresa, e para não nos desabituarmos tanto ao ato cidadão da indignação, vamos nos indignar diante desta guerra e nos sentirmos mais humanos e mais cidadãos demonstrando nossa indignação. Vamos esbravejar, vamos chorar publicamente, vamos manifestar, fazer passeatas, vamos, vamos.... vamos. E lá na frente uma criança pede esmola e outra é morta pela bala perdida da guerra que há no morro do Vidigal ou no interior do Pará.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pra que leiam a minha desesperança. Ela veio, mas já passou, no entanto que saibam que ela veio, feroz e tomou conta de mim, me fez ficar possesso ou deprimido, me fez ficar aqui, parado e impotente e me fez querer voar para bem longe de tudo que é grosseiro. Ñão acreditar, não crêr no que ainda é possível foi demais para mim. Derrubar um sonho, arrancar a esperança da alma, petrificá-la. É isso que eles fazem com a criança que habita em nós, porque infelizmente já não existe mas esperança no coração deles. E por isso choram, e por isso gritam e fazem-nos pensar que tudo é assim mesmo. Acreditam-se imagem a ser seguidos. Não há nada mais a fazer, não é mais possível mudar. E aquilo que é de pedra continuará pedra. É preciso estar atento e forte, muito atento e forte para poder continuar vivo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008



Quanto a mim, acredito que as ações sejam aquelas bem simples, cotidianas. Aqueles pequenos atos de dignidade como não chegar atrasado ao trabalho por preguiça ou descaso; aquele ato do fazer e do olhar cotidiano para o outro que realmente envolve amor e transformação nossa e do outro. Aquela atitude de indignação frente a um professor ou um funcionário que exerce qualquer função, por seu desleixo ou descaso quanto a sua obrigação. Acho que contribuir com o sonho humano é viver cotidianamente a busca deste sonho, é preocupar-se sempre em dar o melhor de si onde quer que estejamos e fazer o melhor, seja o que for. Estar presente aqui e agora, olhar o sonho humano como consequencia do nosso ato cotidiano acredito que é contribuir decisivamente na construção de um mundo melhor. Acho que olharmos para nos mesmos, vermos o que fazemos em nosso cotidiano criticamente, buscar integridade entre o que pensamos e o que fazemos é transformar todo o mundo que nos circunda. Ser a própria mudança, sentir-se crescendo a cada passo na construção do sonho humano é expor para o mundo ao redor a possibilidade. Ser uma metamorfose ambulante, buscar caminhos novos, alterar rotas, ser um mutante e mostrar que assim se vai sim, é o melhor meio de contribuir, acredito. Em toda nossa história, já está gravado que a mudança acontece externamente mas o palco interno é o mesmo. Quantas vezes já repetimos este refrão? Como diria Caetano Veloso "será que esta minha estúpida retórica terá que soar por mais zil anos?" Acredito que é na nossa prática cotidiana, no nosso alegre fazer cotidiano que podemos construir este sonho humano. Não é uma questão de retórica, é uma questão de atitude, de simplesmente ser o sonho, vivenciá-lo nas suas possibilidades, ser criativo. Não basta culpar o governo, o Estado, o partido de oposição, o outro. Isto é pouco, é pobre, é apenas uma parte. Ser a mudança, exercer o direito de viver o sonho humano, por mais que ainda precário, é um direito nosso. Tornar nosso ambiente de trabalho melhor é um direito nosso, viver agora da melhor forma possível é um direito nosso, praticar os primeiros degraus desse sonho é uma possibilidade, uma corajosa possibilidade. Vamos ser, portanto, o sonho agora em construcão. Vamos fazer e ser o possível, não vamos simplesmente sonhar e deixar-nos vagar por ai em um mundo vazio e sem sentido, não vamos ser esquizofrênicos, divididos entre o ser e o estar. Vamos juntar as partes, ser um só, uma só realidade, o sonho em construção. A cabeça, os membros, o corpo todo em um só ato, o ato da transformação, da criação, da vivência de uma nossa possibilidade, de uma nova realidade. Inverter o olhar, olhar para o aqui e agora, aliás nem olhar, ser o aqui e o agora. Projetar e executar ao mesmo tempo, ser o escritor e o livro, o sonho e o ato. Navegar é preciso dizia o poeta, viver não é preciso. E eu cá com meus botões digo sim ao poeta que escreve em vida que navegar é preciso. E talvez seja mais que preciso. Talvez seja uma necessidade urgente, uma construção humana urgente. Necessário dizer chega de jogarmos para o futuro as possibilidades de vida inteligente. Sejamos inteligentes agora, aqui, neste pequeno rincão que é Seabra, nesta pequena escola que é o Letice ou o Ivani Oliveira. Sejamos inteligentes transformando para melhor porque sonhamos com o melhor, porque queremos o melhor, porque somos melhores. A cada dia a cada passo, refletindo sempre, meditando sempre, acreditando na possibilidade, sendo esta possibilidade, se unindo no sonho, sendo o alicerce deste sonho, dando a vida pelo sonho porque ele é a viagem, a navegação dita pelo poeta. Viver não é preciso, aliás é estorvo, um mal, um atavismo que se inscrustou nas estruturas internas da psique humana e dilacera a alma. Navegar é preciso, viver não é preciso. Mudar o mundo não é retórica, é possibilidade, envolve ação, desejo de viver plenamente o que se é, gôsto por si desvendar, e gostar de alegria e folia. Tantos professores que se "puxam" em seu cotidiano, nem um riso, nem um gesto de criatividade, nenhuma vontade própria, nenhum fazer livre de pressão, nenhuma demonstração de amor pela vida, nenhum agradecimento. Apenas a aposentadoria, apenas o ato final, o da despedida, sem ter nada a dizer a não ser um rancoroso adeus por tanto tempo perdido. E não são só os professores, mas profissionais de todas as especialidades. Como fazer para contribuir para que o sonho humano aconteça? Tão fácil, tão simples. Apenas um ardente desejo de viver a vida com o olhar de uma criança. Apenas o ardente desejo de ser mais feliz, de agradecer por tudo, pelo mundo vasto e belo. Uma vez John Lennon disse: você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único, espero que algum dia você se junte a nós e o mundo será este sonho. Tudo depende do gesto, do olhar correto para a direção certa e a direção correta é o nosso interior. O que estou fazendo? Estou feliz com o que faço? são perguntas fundamentais para tornar o sonho realidade

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tempos de renovação


Na nau dos insensatos existem muitos aquarianos de coração. O mundo está em uma profunda mudança, só não vê quem é cego. O mundo está girando a uma velocidade sem precedentes. Nínguém mais tem a verdade, ela se dissipa no horizonte das incertezas. Estamos vivendo um novo "Renascimento", um momento de profundas mudanças de paradigmas. Nova forma de se pensar o mundo, de se colocar no mundo. Milhões não estão entendendo nada e se encontram perdidos neste amálgama de idéias e apelam para velhos padrões na esperança de encontrar conforto e chão onde pisar, não entendem que o velho está dando lugar para o novo que é necessário que o velho morra para o novo nascer. E ele nascerá como sempre fez, trazendo novas esperanças, novos sonhos, novas possibilidades para uma raça toda especial que está apenas no início de sua jornada rumo a felicidade. Nós ainda teremos paz e sabedoria nesta terra dos homens.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Uma resposta a um amigo




Geralmente se ouve dizer: aos políticos a política; aos espiritualistas as coisas do espírito. Porém, nada mais enganosa que esta afirmação. O ser humano não é dividido em departamentos, ele é tanto o céu quanto a terra; matéria e pensamento; abstrato e concreto; vida e morte; o agora e o sempre.
Infelizmente, no decorrer de nossa história, fragmentamos nosso ser e passamos a nos comportar como se fossemos seres ou apenas dos céus (e então os espiritualistas se escondem nas montanhas), ou apenas da terra (e nos transformamos em acumuladores frenéticos de bens materiais, como que viciados no verbo ter).
É preciso que compreendamos, que o caminho é para a unidade e que a espiritualidade que tanto buscamos indo aos mosteiros, fazendo yoga, meditação, etc, não está em discordância com questões concernentes a melhora do padrão de vida social, o que implica dizer que não está fora da batalha da discussão sociológica por uma comunidade mais justa e igualitária, mas muito ao contrário, nosso aprimoramento espiritual está intrinsecamente vinculado a melhora da qualidade material de toda a sociedade humana o que corresponde ao grande plano cósmico evolucionário do espírito.

Gurdjief - Abra os olhos

Acorde, abra os olhos, ouça, cheire, sinta, prove, toque, viva.Você não pode passar sua vida dormindo. Ao seu redor, trabalhando incessantemente estão as forças que geram e sustentam sua vida. Como você pode ser cego a estas grandes forças, como pode perambular pela vida num sonho, como o tolo da carta de tarot, que está tão mergulhado no sono que nem mesmo sabe que está perdendo suas calças?A cada hora do dia, o drama cósmico se desenrola diante de você. Uma interminável série de transformações acontece diante de seus olhos, as sementes se transformam em plantas, as flores em frutos, as plantas em animais, o lixo em solo. Cada planta, cada animal, as nuvens, o sol, o oceano podem contar estórias sobre si mesmo, se você quiser ouvir. Parando de sonhar e despertando, você virá a ser aquilo que se imagina que o homem seja; os olhos e os ouvidos de Deus, ou se prefere, uma parte da consciência do cosmos.

Pesquisa científicas comprovam importância da meditação



Os resultados de mais de 600 pesquisas científicas sobre os efeitos da “Meditação” realizadas em mais de 30 países nos melhores Institutos de Pesquisas da Europa e EUA, tais como, Science, Scientific American, The Journal of Physiology podem ser sintetizados da seguinte forma:

Fisiológicos:
Produz sistematicamente ondas de baixa freqüência e sincronicidade cerebral. Redução da taxa metabólica e um estado de relaxamento profundo que rejuvenesce e normaliza o funcionamento do sistema nervoso e imunológico. Promove o controle da Hipertensão Arterial e a redução, em até 87,3%, das doenças do coração.

Psicológicos:
Redução da ansiedade, nervosismo, agressividade, inibição, depressão e Irritabilidade, promovendo maior estabilidade emocional, autoconfiança, energia, criatividade, espontaneidade e a redução de todas as doenças de origem psicossomáticas.

Sociológicas:
Aumento de satisfação e desempenho com mais estabilidade e eficiência, melhora a qualidade do relacionamento entre colegas de trabalho, com os superiores e na família, promovendo relações interpessoais mais sólidas e agradáveis.

sábado, 11 de outubro de 2008


É de manhã, seis horas. Acordei. Os pensamentos ainda vêm à cabeça de forma lenta e imprecisa. Ainda estou me desvencilhando do relaxamento provocado pela noite de sono. Estirando o corpo, espreguiçando. Neste momento, vou lentamente me levantando e indo para algum espaço de casa onde possa sentar-me confortavelmente, de preferência sobre uma almofada. Coloco uma música bem suave e com volume baixo em meu aparelho de som, fecho os olhos e passo a ser observador de mim mesmo. Agora vou observar o maravilhoso silêncio interno que reside em mim.
Começo observando os batimentos cardíacos. A quantas anda meu coração? Sinto o meu coração. Depois vou percebendo a respiração: o ar penetrando pelas narinas, preenchendo os pulmões e saindo novamente, bem docemente. Depois procuro sentir os pés e as plantas dos pés; será que elas estão bem? Depois as pernas, a parte interna das pernas; estarão elas tensas? As coxas, os músculos das coxas; como os sinto? O abdômen, sinto relaxando; o tórax, o quanto ele pode estar tenso ou não; a garganta: estará ela arranhada ou não? Os ombros, estes carregam um enorme peso; estarão tensos? (normalmente os ombros guardam muita tensão); os braços, solto-os, deixo-os bem a vontade; as mãos, afrouxo as mãos; os dedos das mãos, relaxo-os bem; e por fim a cabeça, sinto-a bem leve e tranqüila. Tudo isto sem esquecer da respiração. A música me conduz. A atenção e o relaxamento simultaneamente sempre presentes em mim. Neste momento não mantenho nenhuma preocupação. As imagens vêm a mente, os pensamentos também vem, permito-os chegar e permito-os irem embora. Não me fixo em nada. Muitas imagens e pensamentos virão. Deixo-os vir e deixo-os partir. Em certos momentos, sinto o silêncio, o profundo silêncio que existe bem dentro de mim, uma enorme paz e uma sensação de que sou uma pequena parte deste todo da criação, uma pequena partícula, mas uma partícula da maior importância porque é parte integrante de todas as coisas vivas que habitam este planeta, um só corpo, irmanado dentro de um mesmo divino projeto da criação.
Faço isto durante uns 15 a 20 minutos todos os dias e sinto uma qualidade nova brotando no meu ser, uma mudança na vida, uma nova alegria de estar vivo a partilhar a beleza da criação com todos os outros seres que habitam este nosso belo planeta. Obrigado Osho, por ter me mostrado isto.