terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A certeza, a escolha e a dúvida

Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
- Existe Deus?- perguntou.
- Existe - respondeu Buda.
Depois do almoço aproximou-se outro homem.
- Existe Deus? - quis saber.
- Não, não existe - disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
- Existe Deus?
- Você terá que decidir - respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado:
- Mestre, que absurdo! Como o Sr. dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
- Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho. O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que eu estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.

EU QUERO TRANSFORMAR O MUNDO

Já ouvi muitas vezes pessoas me perguntarem ou afirmarem, em tom irônico, a partir de ouvirem minhas convicções políticas, científicas ou filosóficas se eu quero mudar o mundo. Minha resposta é e sempre será que sim. Sim, eu quero transformar o mundo. E não só quero, eu efetivamente o transformo.
Penso que a maioria das pessoas também querem, mas no entanto, não acreditam nem por um instante sequer que assim o podem fazer. Não percebem que historicamente o mundo vem mudando e quem o muda é a ação humana. É a ação cotidiana de cada um que o transforma ou o mantém do jeito que está.
Karl Marx nos ensina que é o desenvolvimento das forças produtivas que impõe as transformações sociais e que a luta de classes é o motor destas transformações. Em um dado momento, as forças produtivas sociais se vêem impedidas de se desenvolverem devido às relações sociais que se verificam no interior do processo produtivo, pois estas obstaculizam este desenvolvimento. E por isso isto fazemos mudanças sociais.
Isto significa dizer que durante toda nossa história viemos evoluindo mas que esta evolução independe de nossa própria vontade, é uma lei do desenvolvimento social. Ainda segundo Marx, o comunismo seria uma conseqüência natural do desenvolvimento social e este seria uma etapa mais avançada do nosso processo de humanização.
Pois bem, a União Soviética se mostrou um fracasso e todos os países comunistas fracassaram no seu intento. Qual o grande erro não visualizado por Marx?
A mim parece que uma mudança com a extensão que Marx preconizava, necessitava também de uma transformação humana em profundidade. E profundidade para mim significa assumir toda e qualquer responsabilidade por tudo, absolutamente tudo, que acontece a nossa vida pessoal e em nosso meio social. O mundo não é assim como está por um acaso qualquer, mas porque nós, seres humanos, ainda nos arrastamos na inconsciência de nossos atos. Ainda não percebemos que fazemos parte de uma cadeia organicamente constituída onde cada folha que cai de uma árvore, produz mudanças na grande teia da vida, embora sejam estas mudanças imperceptíveis para nossos olhos despreparados. Ainda vivemos na ignorância da separatividade pensando que somos seres individualizados e que nossos atos são isolados e não se refletem na cadeia planetária e universal. Apesar da dialética nos ensinar que tudo se relaciona e termos hoje a prova científica de um universo sistêmico, isto é, constituído de vários sistemas interdependentes, continuamos a ignorar este postulado e recusamo-nos a caminhar em direção a uma vida mais saudável, mais racional, mais equilibrada e mais consciente.
Sim, nós podemos transformar o mundo, mas para isso é preciso que cresçamos em propósito, que cresçamos em consciência, que de fato acreditemos nesta possibilidade de mudarmos nossa própria vida agora, neste instante, subvertendo valores retrógrados que não mais correspondem a uma era plena de amor como a que se avizinha. Ë preciso que compreendamos que o nosso mundo individual, nosso mundo interno, a forma como sentimos o mundo, determina de certa maneira, o mundo exterior. Ë preciso, em outras palavras, vivenciar o amor para que ele efetivamente exista ao nosso redor. E somente através desta vivência, através de muitas vivências positivas, poderemos ter um mundo completamente novo. Simplesmente acredite nesta possibilidade e veja o que acontece.

sábado, 23 de janeiro de 2010

NOSSA HISTÓRIA

Um planeta é um enorme corpo celeste, um corpo que existe no espaço sideral povoado de milhares de outros corpos celestes.
Entre tantos, existe um planeta peculiar chamado terra onde vivem milhares de espécies diferentes e dentre estas espécies, uma chamada humana. Uma espécie muito particular que se desenvolveu em vários lugares deste planeta criando por isso uma enorme diversidade cultural, uma história diferenciada. História esta cuja expansão individual de cada etnia que se formou, cruzou-se com outras etnias e outras culturas gerando um enorme drama, uma trama existencial tipicamente humana cheia de guerras, desejos, cheia de amor e de ódio.
Os diferentes povos se encontraram, trocaram, comercializaram, aprenderam uns os costumes dos outros, assimilaram, enriqueceram-se culturalmente, sofisticaram-se.
Algumas etnias simplesmente deixaram de existir, foram exterminados ou transformadas a partir do processo de miscigenação.
Algumas se dedicaram a desenvolver armas para a caça e o combate em um meio ambiente hostil, outros se dedicaram a agricultura desenvolvendo a arte de cultivar e arar o solo, outros se dedicaram mais as artes e ciências e outros ainda ao comércio e a navegação.
Surgiram muitos homens especiais chamados magos, bruxos, xamãs, videntes e profetas que anunciaram novos tempos e criaram religiões, que temeram e adoraram deuses os mais diversos que através dos homens, lutaram e guerrearam entre si.
Houve amores e paixões, traições e ambições que devastaram impérios e arruinaram povos, por vezes levando-os a extinção.
Nasceram líderes, que conduziram seus liderados, por vezes, a vitória e a glória e por outras a derrota e a destruição.
O fato é que todos em seu conjunto, construíram e até agora constroem, uma história que não se sabe para onde vai, qual o nosso destino, o que realmente queremos.
Este cruzamento de etnias chama-se história humana, e é esta história, que se desenvolve neste corpo celeste chamado terra, que se desenvolve aqui e agora, que tentamos compreender para assim podermos decifrar a nós mesmos hoje, para podermos alterar, caso assim o desejemos, os perigosos rumos que estamos tomando.
Por que foi desta forma e não de outra forma que se deu esta nossa história?
Será que realmente está em nossas mãos a possibilidade de alterar nossa história enquanto raça humana?
Muitas são as perguntas que ainda temos de responder.
E isto é uma questão de sobrevivência.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Palavras

Certas palavras saem da boca, desordenadas, taxando e espezinhando a alma de quem fala.
Palavras são vãs, saem pelo fluxo da respiração, por vezes calmas e arredondadas, por vezes ferozes e pontiagudas.
Dependem apenas do fluxo da respiração.
Saem da emoção, do momento. Traduzem sentimentos diversos, passageiros, como passageiro é o momento em que são ditas.

Sob o influxo da situação vivida, frases são ditas sem exatidão, o gesto é realizado sem a certeza de si mesmo. E cai em desgosto, posto que forte demais.
Os mecanismos de análise, o cérebro, os conceitos, a moral, tudo é secundário quando o ímpeto juvenil desanda a produzir gestos “manietados” pelo fluxo constante e feroz dos sentimentos.

E as palavras são vãs. Dissolvem-se no ar.
E é bom que assim seja. Não importa que sejam falsas ou verdadeiras.

Os sentimentos não são bons aliados das melhores palavras.
Tenham, portanto, compaixão por alguém que fala apenas pela boca e solta palavras que sentimos soltas no ar.

Firdauz

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Ética no poder público

Lula está no centro das discussões políticas atuais. Terá ele sido "o cara", como disse o presidente dos Estados Unidos da América do Norte?
Não se pode simplesmente virar a cara e fazer de conta que nada mudou neste país. Mudou. E mudou muito e continua mudando em alta velocidade atrapalhada por práticas políticas atávicas.
Sim, Lula fez muito por este país. A melhora, ainda que pequena, das condições de vida da população é notória e qualquer pesquisa econômica assim demonstra. Em seu governo ampliou-se a participação política dos cidadãos nas demandas sociais e em questões relativas a educação, muito foi realizado. Não se trata portanto, de apenas denegrir a imagem do presidente como se não tivesse feito nada por este país. No entanto, gostaria de reportar sobre algo que em seu governo foi de um mal sem precedentes e que o mundo todo para continuar existindo precisa urgentemente: a ética pública. Foi, é e está sendo escandalosa a falta de ética dos servidores públicos brasileiros e pricipalmente daqueles que dirigem esse país, fazem as leis e julgam os atos que vão de encontro a legalidade. Durante esse governo, os três poderes da república foram os protagonistas dos mais escandalosos atos aéticos de que se tem notícia e ninguém foi condenado a pagar por seus atos de ilegalidade. O exemplo de mau trato da coisa pública partiu de cima, do centro do poder e espalhou-se pela nação inteira chegando e fazendo estragos indeléveis nas almas juvenis que despertam para a participação social. O que está sendo deixado por este período negro para o comportamento ético é que roubar e agir sem levar em conta o social faz bem para a conta bancária do infrator e para a manutenção do poder.
Este saldo negativo do governo vai precisar de gerações para ser reparado e eu espero que o novo governo que se avizinha, e que espero seja de Marina, tenha em conta este saldo e faça o que é necessário fazer para amenizar a dor que tanto causou e causa a falta de ética no poder público.

De volta à Seabra

Estive de férias em Salvador. Muito bom visitar certos lugares onde se pode ver e ouvir coisas diferentes daquilo que nos é usual. Ir à praia por exemplo é fundamental. Visitar a "Ilha de Itaparica" é outro programa muito gratificante. O espírito se renova, fazendo limpeza interna e nos deixando prontos para olhar mais um ano com criativiadade e persistência.
No entanto, salvador tornou-se aquela cidade grande pouco hospitaleira. Muita violência, abandono, destrato com o bem público, lixo nas ruas e tantos infortúnios individuais que nos pesa viver em local onde há tanta gente vivendo mal. Salvador é cidade linda, no entanto, os últimos gestores tem colocado seus interesses pessoais acima dos interesses da cidade abandonando-a a própria sorte. O pelourinho, lugar histórico da cidade está muito abandonado, praças e ruas entregues aos buracos que crescem, e o lixo, vamos encontrando exposto nas ruas por onde passamos. Infelizmente não está nada bom para os soteropolitamos. Espero que o próximo prefeito olhe a cidade com olhos mais trabalhadores.
E Seabra? É bom chegar e sentir este clima mais ameno da região. É bom ver as serras verdes que cercam a cidade, é bom saber dos amigos que estão por aqui fazendo seus cotidianos. Ouvir o som dos passarinhos, ir ao mercadinho comprar o pão da manhã e saber que começa mais um ano de atividades em prol da educação e da coletividade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Salve mais um ano de renovação

Mais um ano que se foi e um novo adentra nossos espíritos sonhadores, esperançosos que o amanhã aconteça bem melhor do que aquele que passou. As desesperanças que estiveram presentes no ano de 2009 perdem sua força neste momento e uma chama nova invade nosso céu particular e enche de outras forças nossa crença em um novo rumo a ser dado pelo nosso passo. O sangue pulsa renovado, o olhar percebe novidades no horizonte e o ouvido capta novos sons que se aproximam falando de mudança e realização.
Somos realmente seres de primeira grandeza. De onde vem toda esta coisa que nos mantém vivos e fortes o suficiente para atuarmos e mudarmos o rumo da história? De onde vem essa energia impar que nos socorre nos momentos mais difíceis de nossa vida e de nossa história? Apesar de tudo, apesar da descrença, do desânimo, da falta de fôlego diante de tantas calamidades naturais e sociais, de tantas marcas que nos ficam por causa da ação de homens que vivem ainda em tão baixa faixa vibratória em nosso planeta, seguimos e mudamos a história; indiscutivelmente mudamos a história e vamos construindo um futuro que cabe a nós tornarmos belo e maravilhoso.
Durante o ano, choramos, rimos, escondemos o rosto, começamos histórias, terminamos outras, avançamos e também recuamos, gritamos em desespero e gargalhamos de felicidade, meditamos e refletimos sobre o que vai inexoravelmente passando, passando e passando. E o que nos sobra na virada do ano, no último segundo e no primeiro que se inicia e o brinde a uma nova força construtiva que vai preenchendo nossos corações e mentes até que um novo cançaso chegue e mais um ano se aproxime para a festa da renovação.
E eis o que precisamos a cada final de ano e começo de um novo: renovação.
Portanto, salve este ano que se inicia e viva a renovação.

domingo, 8 de novembro de 2009

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis.Sob fogo cruzado de denúncias , juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Policia? No ladrão ? Com Sarney e Renam comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a policia. Nem à justiça.Eles só tem medo de perder eleição.Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia. (Nelson Motta)

Um pouco da História do Tibet

1949 - A recém criada República Popular da China anuncia que irá "libertar o Tibet dos invasores estrangeiros e reintegrá-lo à terra-mãe". Naquela época, havia 6 estrangeiros no Tibet. Em 1950, as tropas comunistas começaram a ocupar a região e, em 23 de maio de 1951, o governo chinês impôs um "Acordo pela Libertação Pacífica do Tibet". Como esse documento, chamado de o "Acordo de Dezessete Pontos", foi assinado sob pressão e forjado pelas autoridades chinesas, ele não tem nenhuma validade; se o Tibet fosse realmente uma parte inseparável da China, não haveria a necessidade de um "acordo". O Dalai Lama refugia-se então no Sikkhim e volta a Lhasa no momento em que a questão tibetana é estudada pela primeira vez na ONU.

Durante 10 anos, o Dalai Lama procurou uma solução pacífica. No dia 10 de março de 1959, milhares de pessoas protestaram contra a invasão chinesa, resultando num massacre de 82 mil tibetanos na capital do Tibet.
A noite, fugindo disfarçado de guarda, vai para Índia onde lhe é dado asilo político. Em torno de 87.000 refugiados tibetanos o seguiram. Hoje são mais de 115.000 refugiados no exílio. Em 1960, estabelece residência em Dharamsala, Índia, conhecida co-mo Pequena Lhasa, onde monta a sede do Governo Tibetano no Exílio. Em nome da "libertação pacífica", 1,2 milhão de tibetanos (quase 20% da população) já morreram. Dos 6.254 monastérios, apenas 13 foram preservados; outros 4 foram transformados em presídios. Milhares de tibetanos foram enviados para campos de trabalho forçado. Bibliotecas com manuscritos centenários foram incendiadas. Praticantes do budismo foram blasfemados, ridicularizados e torturados. "


Entre 1960 e 1965, a ONU estuda novamente a questão tibetana, que resulta em três resoluções pedindo à China respeito aos direitos humanos dos tibetanos e ao seu desejo de auto-determinação.Uma constituição democrática foi promulgada em 1963, baseada nos princípios budistas e na Declaração dos Direitos Humanos, como um modelo para um futuro Tibet livre. O Tibet, além de ser riquíssimo em minerais, tem grande importância econômica e geopolítica. Devido a sua posição estratégica, 25% dos mísseis intercontinentais da China foram transferidos para lá, incluindo cerca de 70 mísseis nucleares. O ecossistema tibetano, apesar de ser muito rico, é extremamente frágil. Praticamente toda a Ásia Central depende de rios que nascem no Tibet. Cerca de 80% das florestas tibetanas foram destruídas e diversas espécies animais correm risco de extinção. Certas regiões são usadas como depósito de lixo nuclear. E mais de 16 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos estavam sendo violados. Os tibetanos são discriminados em todos os aspectos e não possuem as liberdades fundamentais; quem se manifesta contra a ditadura comunista é duramente repreendido. O simples ato de conversar com um estrangeiro pode ser motivo para uma prisão.Há mais de 1.100 presos políticos no Tibet. Segundo a Anistia Internacional, muitos desses prisioneiros políticos (incluindo dezenas de prisioneiros de consciência) foram detidos sem acusação ou julgamento. Relatos consistentes indicam que os prisioneiros têm sido sistematicamente interrogados, torturados e maltratados. Os métodos mais utilizados pelos oficiais chineses incluem:

• choques elétricos nos genitais, na boca e na sola dos pés;• marcação com pás em brasa;• dreno de sangue;• queima com água fervente;• espancamentos constantes com pedaços de pau e de ferro;• uso de algemas, correntes e cordas para manter os prisioneiros de cabeça para baixo e em posições bastante dolorosas;• exposição prolongada a temperaturas extremas;• privação de comida, água e sono.

Já foram enviadas muitas delegações tibetanas à China e ao Tibet, sem resultados. Em 1985, o Dalai Lama apresentou, em Washington, o seu Plano de Paz de Cinco Pontos: a designação do Tibet como uma zona de paz, o fim da transferência em massa de chineses para o Tibet, a restauração dos direitos humanos fundamentais e das liberdades democráticas, e o abandono pela China do uso do Tibet na produção de armas nucleares e como depósito de lixo atômico. S.S. insiste em negociações sinceras sobre o futuro do Tibet e sobre as relações entre os povos tibetanos e chinês."

Em junho de 1988, em Estrasburgo, França, o Dalai Lama aperfeiçoa o Plano de Paz de Cinco Pontos e propõe a criação de um Tibet democrático auto governado, "em associação com a República Popular da China". Enfatiza que "qualquer que seja o resultado das negociações com a China, a autoridade decisória de última instância deve ser do próprio povo tibetano.

"Em 2 de Setembro de 1991, o Governo do Tibet no Exílio declara a "Proposta de Estrasburgo" inválida em função da reação negativa dos líderes Chineses.
Muito tem sido tentado desde então, com muitas pessoas e instituições preocupadas com a persistente violação dos direitos humanos no Tibet, tema de vários relatórios da Anistia Internacional."
"Em 1995, o 14º Dalai Lama reconheceu o menino tibetano Gedün Chökyi Nyima como o 11º Panchen Lama. O governo chinês apontou outro menino e seqüestrou Gedün por "motivos de segurança"; ele é o prisioneiro político mais jovem do mundo, segundo a Anistia Internacional.O holocausto sofrido nos últimos 40 anos pelo Tibet sob o domínio chinês incluindo a morte de 1,2 milhões de tibetanos, a destruição de 6.254 monastérios e a completa eliminação da sociedade tradicional, é uma vergonha para a humanidade.Não sómente um acordo do ano de 821, comprova a separação política dos territórios do Tibet e da China. O idioma, a legislação, a etnia e a religião são provas cabais de que o Tibet era um país independente.

2008. A China, após 6 décadas de domínio feroz sobre a Tibet, sedia as Olimpíadas, graças à confluência dos governos de metade do mundo “civilizado”, interessados que estão no rico mercado da China com seus mais de 1,3 bilhões de consumidores, e/ou de trabalhadores quase escravos.

Muitos países cogitaram um boicote internacional. Mas, nas palavras do Dalai Lama, encontrou-se o equilíbrio por parte de muitos atletas que aceitaram a idéia e participaram dos jogos. Seria, e está sendo, uma forma de se mostrar ao mundo os intestinos podres do governo Chinês, e a opressão deste sobre bilhões de corações e mentes.

Uma boa resposta do Dalai Lama

Perguntaram ao Dalai Lama:
O que mais te surpreende na humanidade?
E ele respondeu:
“Os homens... porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecendo-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido”.

UM CONTO SUFI

Conta-se que certa vez um homem feriu a perna e teve de andar de muletas. Essas muletas lhe eram muito úteis, tanto para andar como para muitas outras coisas. Ele ensinou toda sua família a usar muletas, elas se tornaram parte da vida normal. Ter uma muleta ficou sendo parte da ambição de cada um. Algumas eram feitas de marfim, outras enfeitadas com ouro. Escolas foram abertas para treinar o povo no seu uso, cadeiras de universidades receberam doações para tratar dos aspectos mais elevados desta ciência.
Umas poucas pessoas, muito poucas, começaram a andar sem muletas. Isto foi considerado escandaloso, um absurdo. Além do mais, havia tantas utilidades para as muletas!
Alguns replicaram e foram punidos. Tentaram mostrar que uma muleta poderia ser usada algumas vezes, quando necessário; ou que os muitos outros usos das muletas poderiam ser resolvidos de outra maneira. Poucos ouviram. A fim de superar os preconceitos, algumas das pessoas que podiam andar sem este suporte, começaram a se comportar de forma totalmente diferente da sociedade estabelecida. Ainda assim, permaneceram poucas.
Quando foi descoberto que, tendo usado muletas por tantas gerações, poucas pessoas, de fato, podiam andar sem elas, a maioria “provou” que elas eram necessárias. “Aqui”, disseram, “aqui está um homem- tentem fazê-lo andar sem muletas. Vêem? Ele não consegue!”
“Mas nós estamos andando sem muletas”, lembraram os que andavam normalmente.
“Isto não é verdade; é meramente uma fantasia de vocês”, disseram os aleijados, porque à esta altura eles estavam também ficando cegos - cegos porque não podiam ver.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Educar é palavra chave dentro do trabalho de transformação do planeta. E são muitas as "educações" que devem ser promovidas entre as pessoas. Educar para a meditação por exemplo é de fundamental importância. Trazer as pessoas para o conhecimento de si mesmo é proporcionar significativas mudanças para transformar o planeta. E meditar, ensinar as pessoas que a meditação ajuda a reconhecer as reais necessidades de cada um; que ajuda encontrar o que é essencial para a vida de cada um e que ajuda a se livrar daquilo que é fútil, inútil mesmo, é de uma essencialidade tremenda neste dias de tão largo consumismo, em um mundo que o consumo é a própria razão de ser do sistema.

domingo, 4 de outubro de 2009

TENHO UM DEVER

Como membro de uma comunidade da qual foi roubada a possibilidade de sonhar,
Coloco-me o dever de sonhar e criar o melhor dos sonhos para mim,
E cubro minha vida de possibilidades.
Invento magníficas viagens.
Vou a Londres, Paris e Amsterdã.
Lá, sou saudado como um grande fazedor de sonhos.
Cubro-me de estandartes coloridos e saio às ruas a contar a existência de um mundo melhor.
Construo possibilidades, invento alegrias e delícias de viver.
Falo do mundo como se fosse verde e invento belas verdades.
Tenho que fazer isto...
É minha alegria alentar as pessoas de meu mundo com lençóis de ouro e bordas de diamantes.
Quem sabe um dia, muitos não despertam e se vêem como reis e rainhas disfarçados.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

TEMPOS E MÚSICAS

Quando ouço músicas de tempos atrás
Viajo nos sonhos de minha geração

“Onde possa plantar meus amigos...”
E tantas outras lutas guerreiras
Que travamos em busca da liberdade de ser

Derrubando padrões
E erguendo esperanças
Músicas/poemas que diziam
Da beleza de viver um mundo mais justo

Quando ouço estas obras de arte
Divinas e maravilhosas
Penso que se perderam nesse novo tempo
Não só a melodia e a poesia
Mas a esperança

Tudo tão pragmático
Aqui e agora
Sem o suporte do sonho
E da esperança

Onde está a música?
Onde está a poesia?

Ensinem-me a viver nesse novo tempo
Sem som e sem dom
A mídia comandando
Fazendo shows e “artistas descartáveis”
Onde será que se meteu a rebeldia dos tempos juvenis?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

As coisas estão cada vez piores se nos reportarmos para as questões do viver em nosso belo planeta. Estão acabando as nossas matas, os nossos rios, e o próprio ar que respiramos. A ganância humana está nos conduzindo rapidamente para o pior. A terra não poderá acompanhar ritmo tão alucinante como o que seguimos hoje. Consumimos coisas sem a mínima consciência do que fazemos. Nossa pobreza espiritual nos coloca na condição dos piores predadores que já existiram neste planeta. Ah! que pena matar tão belo chão. No universo não existe algo tão belo. Não tenho mais esperança de que minha geração possa fazer algo. Acho que já fomos longe demais. Não há mais volta. Continuarei minha lida diária, ensinando, estimulando pessoas a observar melhor o chão que pisa, trazer mais consciência para o que come, para o que veste, para o que faz, mas sem grandes esperanças. Continuarei a fazer meu trabalho como o beija-flôr ao ver o incêndio na floresta, mas não terei mais esperanças. Apenas meditarei para que a energia de minha meditação junte-se a tantas outras e ...

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sábado, 29 de agosto de 2009

Os Chakras

Os chakras funcionam como órgãos de captação de energia do campo energético da vida universal, o qual envolve a todos nós e também pode ser chamado de campo universal de saúde. A energia absorvida e metabolizada de cada chakra é enviada para as partes do corpo localizadas na principal área do plexo nervoso próximo de cada chakra. Essa energia é muito importante para o funcionamento saudável do campo áurico e do corpo físico. Na tradição oriental, essa energia é chamada de prana ou chi. Se um chakra para de funcionar de modo apropriado, a absorção de energia será perturbada. Isso significa que os órgãos do corpo servidos por esse chakra não vão receber o suprimento energético necessário. Se a disfunção do chakra prosseguir, o funcionamento normal dos órgãos e de outras partes do corpo nessa área específica será prejudicado. Essa parte do corpo vai enfraquecer, assim como o seu sistema imunológico e a doença vai acabar se manifestando nessa parte do corpo.

Bárbara Ann Brennan é curadora, terapeuta e cientista que se devotou durante mais de vinte anos à pesquisa e a exploração do campo de energia humana. Extraído do livro Luz Emergente

Dançando com o mestre

Dançando com o mestre é uma das meditações mais gostosas para mim. Simplesmente adoro-a. Dançar livremente, solto, bailando ao simples prazer de bailar, entregue aos impulsos do rítmo a conduzir o corpo à esferas de intenso prazer. Os movimentos são soltos e acompanham o rítmo musical, o corpo se deleita, a mente está absolutamente vazia, apenas o estar presente, a música e o dançarino tornam-se únicos, simbiotizam-se, desaparecem, ou como falava Osho, apenas a dança está presente.
A música termina. O corpo para e congela-se naquele momento, vira estátua, e o testemunho aparece. uma presença surge, uma presença que está para além da mente, é apenas um testemunho um não julgador, um observador que apenas percebe o corpo, o suor, a respiração, o cansaço, o prazer de ter girado no espaço da música que envolveu completamente o dançarino. Essa é uma das grandes contribuições de Osho para a humanidade. Não que ele tenha criado a meditação do dançar, mas foi ele que me chamou para a divindade da dança.
Firdauz

Os diferentes estados da mente

Associação – A associação é nosso pensamento comum. Na associação nosso pensamento é um louco sem controle. Você fala no Sol e isso me remete à um rio onde me banho, esse pensamento me leva a minha infância onde eu estava ao lado de meu pai junto à natureza, a visão de meu pai remete-me à lembrança de meu irmão que mora em Porto Alegre, isso me lembra o Brique da Redenção onde eu passei horas contemplando o movimento dos freqüentadores certa vez que estive lá. Como você percebe, um pensamento leva a outro, que leva a outro, assim por diante. Para cada pessoa, uma associação diferente.
Contemplação – Na contemplação nós começamos a disciplinar o louco. Seguimos um caminho, uma direção, o louco tenta fugir, nosso pensamento, volta-e-meia foge, mas o trazemos de volta e continuamos seguindo esse caminho. O ritmo é mais suave, tranqüilo. Alcançamos estados de paz, serenidade.
Concentração – Na concentração nem mesmo uma direção é permitida, focalizamos nossa atenção em um ponto, pode ser um mantra, uma luz, uma figura (mandala)... Se o louco quiser assumir, o controlamos novamente. O ritmo suaviza-se mais. Novamente vislumbramos estados de serenidade e paz.
Meditação – Na meditação, o louco não mais existe, a mente não é permitida, a meditação é um estado de não-mente. Conforme uma analogia de Osho – Nossa mente é uma sala e nossos pensamentos são a mobília. Você tira uma cadeira e um espaço surge. Esse espaço não foi criado, ele já existia mas estava ocupado pela cadeira. A cada mobília que vai sendo tirada, mais espaço se manifesta, quando não houver mais mobília, será apenas espaço. Então, a meditação surge.

Benefícios do estado meditativo

A mente agitada está sempre fixada no passado ou no futuro, ao passo que meditar é concentrar-se no presente.
São inúmeros os benefícios da meditação:
Ela produz um estado fisiológico de profundo relaxamento, junto a um estado mental desperto e altamente alerta. Um homem dormindo, consome 6 vezes mais oxigênio que meditando. Há uma diminuição no metabolismo e no ritmo cardíaco e respiratório. Fortalece o sistema imunológico, equilibrando o trabalho das células como um todo. É um dos melhores antídotos contra a angústia, ansiedade, depressão, medo, stress, etc...
Através da meditação podemos alterar os padrões desarmônicos de pensamento que impossibilitam nosso equilíbrio. Aproximando-nos da cura1.
Quando entramos em estado meditativo, harmonizamos nossas emoções, proporcionando um estado de paz e serenidade.
Nas primeiras práticas, podemos demorar a alcançar esse estado, e algumas pessoas, nem o alcançam nas primeiras vezes. Porém, com a determinação, a cada prática o atingimos mais rapidamente, e seus efeitos são cada vez mais prolongados.