terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A EDUCAÇÃO NOSSA DE CADA DIA



Foi com grande indignação que recebi e-mail informando que os 04 adolescentes do ensino médio que ganharam o concurso nacional de Olimpíada Brasileira de Biologia, não puderam participar da 18ª Olimpíada Internacional de Biologia realizada no Canadá entre os dias 15 e 22 de julho porque o governo alegou não ter dinheiro para custear as passagens destes estudantes e mais dois acompanhantes àquele país.
A educação é prioridade no Brasil diz o presidente Lula. A educação é prioridade na Bahia, diz o governador Wagner. E todos os outros governos brasileiros dizem em coro: a educação é prioridade no meu governo. Isto independente do partido que está no poder.
E por que os políticos dizem isso quando o que vemos em todo o país é uma educação esfacelada, com professores mal pagos, escolas sem infra-estrutura para funcionar, com falta de verbas, com falta de incentivo à capacitação de professores, com materiais didáticos de baixa qualidade, com salas entupidas de alunos, com professores fazendo greve para ter seus direitos atendidos, etc? Porque hoje todos sabemos que a educação é básica para o desenvolvimento de um país como provam os vários Estados Nacionais que investiram maciçamente em educação; porque se sabe que a educação é fundamental para o fomento da cidadania e da construção de um país mais justo e igualitário; porque se sabe que está na educação o futuro da humanidade. E esta verdade está em todas as bocas: desde o homem culto até aquelas pessoas analfabetas que lutam para manter seus filhos na escola porque pensam que só ali os filhos podem vir a ter alguma chance neste competitivo mercado de trabalho. E os políticos sabem disso. E falar em educação como prioridade gera votos, gera mídia, gera possibilidade de estar no poder por mais alguns anos. Quiçá, para sempre.
Há alguns anos atrás, havia poucas escolas no Brasil para muitos jovens que não tinham acesso a ela. Educação era privilégio dos filhos de ricos e poderosos fazendeiros donos do poder político, senhores do poder econômico que sabiam que era necessário ter seus filhos uma formação universitária para poderem continuar mandando no país. E assim era feito. Com o passar dos anos a educação democratizou-se. Aos pobres, o acesso à educação foi permitido, aliás, exigido por um sistema produtivo muito mais evoluído que necessitava de uma mão de obra mais qualificada, precisava de uma mão de obra com requisitos mínimos para poder mover uma fábrica ou necessitava de pessoas que soubessem ler o mínimo para entenderem os manuais de funcionamento das máquinas e até de mecanismos simples de computação e automação.
O sistema produtivo atual não aceita mais o analfabeto. Este fica completamente a margem, cabendo-lhe tão somente serviços domésticos e similares. O sistema precisa de mão-de-obra mais qualificada, alguns inclusive com formação universitária. Foi portanto, a tecnificação do sistema produtivo que levou o Estado Brasileiro a investir um pouco mais em educação segundo as necessidades de um mercado que precisava de mão-de-obra qualificada que pudesse dar andamento à máquina burocrática, técnica e produtiva do país e... só isso. Infelizmente não houve uma política de Estado voltada para o aperfeiçoamento humano, voltada para a formação de valores humanísticos, voltada para a formação de seres humanos capazes de se inserir com qualidade em um mundo novo que se avizinhava e que vai se delineando cada vez mais como um mundo onde é necessário não apenas a formação técnica-científica, mas também a habilidade para tomar decisões, solucionar problemas, ter autonomia intelectual. O fim último da entrada da grande massa de estudantes que hoje estão em ambiente escolar, foi e continua sendo tão somente sua precária inserção no sistema produtivo.
Não há dúvida que o analfabetismo tem seus dias contados, o novo conceito agora é o do analfabeto funcional, conceito este existente apenas em países de terceiro mundo como o Brasil. Não resta dúvida também, que estamos implementando uma política educacional formadora de mão-de–obra de péssima qualidade e de formação humana nenhuma. Não há no Brasil uma política de Estado voltada para a formação de mão de obra de boa qualidade e de cidadãos aptos para o exercício da democracia. Não há interesse em se formar cidadãos críticos neste país.
As classes dominantes já não são as únicas a irem para as universidades mas são as únicas a fazerem os doutoramentos e pós-doutoramento que é exigência de mercado hoje. E as coisas afinal de contas, continuam muito parecidas, atores mudaram, o cenário mudou, a roupagem mudou, mas em essência, tudo permanece o mesmo. Se antes as massas populares eram analfabetas porque não havia necessidade de alfabetização para o trabalho, hoje, se elas entram nas escolas, é porque o mercado assim o exige, no entanto que lhes seja ensinado apenas o suficiente para lhes retirar do analfabetismo para que possam mover a máquina pública, a burocracia, e ponto final. Passamos agora a criar o analfabeto funcional. Cidadania, ora isso é coisa para os ricos, para a classe média alta que nem mais se preocupa com o terceiro grau mas sim com os doutoramentos e os outros pós.
Para a massa da população resta uma educação de última qualidade, resta uma educação entregue as traças, cuja finalidade é apenas retirar o individuo do analfabetismo para que possa servir aos interesses do capital e render muitos, muitos votos para os políticos. E enquanto isto, o país vai a deriva, como um barco a velas, solto na imensidão de um grande oceano.
E as perguntas que deixo são: mudou a visão que as elites brasileiras tem da educação tanto as de ontem quanto as de hoje? Mudou a sua visão de sociedade?

Uma Era de mudanças

Estamos arriscando tudo. Esta é uma Era de risco, o mais profundo risco pelo qual toda a humanidade jamais passou. Estamos em uma Era decisiva. Das decisões que tomarmos hoje, será o destino do ser humano para um mundo melhor ou para o que há de pior.

Idéias, milhões de idéias se cruzam neste momento no mundo movendo-o em várias direções. Antigos valores foram despedaçados pela força brutal do que chamamos desenvolvimento. Tudo que impedia o comércio e a produção em larga escala foi afastado do caminho. O mundo tornou-se unificado pelo poder financeiro e uma nova mentalidade chegou: competitiva, individualista e científica. Moderna. Os valores iluministas instalaram-se definitivamente no poder. A escolha que até aqui fizemos foi de cada um por si. E é o que continuamos a ensinar no contexto social global. A competitividade é estimulada ao paroxismo e nada importa além dela.

Pouquíssimas pessoas têm tudo enquanto bilhões não tem nada ou tem muito pouco. Exaure-se o planeta na busca incessante de matéria prima para produção de bens. Escravizam-se todas as outras espécies existentes em busca do lucro. O planeta pede socorro.

A espécie humana, dita como a mais inteligente que esta terra já viu auto devora-se levando consigo tudo ao seu redor. A necessidade de colocar o pé no freio deste frenesi desenvolvimentista faz-se mais que necessário; é urgente.

Qual o sentido deste caminhar? Para onde estamos indo?

O que estamos querendo dizer quando espoliamos um país e o levamos à miséria? Quando vemos pedintes passar ao nosso lado e nos recusamos a olhar? Quando vemos crianças desnutridas, sem família, expostas a todo tipo de privações e violência? Quando vemos a fome matar cotidianamente milhares de pessoas enquanto temos mais que suficiente para nós mesmos?

O que estamos querendo dizer quando devastamos as florestas, quando poluímos os rios, quando torturamos as outras espécies em benefício próprio? O que queremos dizer quando nos colocamos como senhores absolutos de todo reino animal, vegetal e mineral, barbarizando-os e não satisfeitos com isso, tiranizando a nos mesmos?

Onde estamos indo?

Para muitos, não há destino, não existe propósito na existência, não existe um fim determinado, uma idéia primordial. Caso não exista, deve então existir um propósito individual, uma vontade de fazer algo pelo outro, de mudar e melhorar o lugar onde vivemos, de plantar mais flores para que possamos ter o mais belo de todos os lugares.

Não há necessidade de matar o próximo, de competir acirradamente com o outro, de possuir até não poder mais, de morrer pelo ato insano de não saber viver em harmonia com o que está ao nosso redor.

Caso deus não exista no céu, deve existir um deus que flui de nossa interioridade, que pode conduzir nossos passos na construção de uma vida mais tranqüila, mais fácil, mais prazerosa, afinal estamos todos aqui neste pequeno pedaço de terra contido neste vastíssimo universo sem ter para onde ir, a não ser para dentro de nós mesmos em busca de ser feliz.

Precisamos parar um pouco e meditar sobre isso!
Firdauz

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

Muitas pessoas gostariam de praticar meditação mas não sabem por onde começar. Ouviram falar por exemplo que a prática desta atividade faz muito bem ao espírito e a vida pessoal, que traz tranqüilidade, autoconhecimento e saúde psíquica. E isso é verdade. Ficam se imaginando meditando, tornando-se mais espirituais, mais tranqüilos, melhores. Mas ai vem uma pergunta: como meditar? o que fazer para colocar o pé na estrada e praticar? Será que é apenas ficar sentado em posição igual a que o mestre iluminado Buda ficava, - conhecida como posição de lótus - fechar os olhos e pronto? Só isto? Pensando assim, ficamos a nos imaginar sentados de olhos fechados sem fazer nada, como se estivéssemos perdendo tempo –e tempo é dinheiro – e logo desistimos cansados desta imagem que não nos agrada.

Na verdade a meditação é a arte/ciência de buscar o silêncio interior. E para encontrar este silêncio pode-se e deve-se utilizar várias técnicas que foram criadas ao longo dos milênios, principalmente pelo povo oriental. Estas técnicas variaram muito ao longo dos tempos. Os yogues, os sufis, os zen-budistas e vários mestres orientais como Buda, paramahansa Yogananda, Osho, etc, criaram muitas técnicas, para auxiliar as pessoas a se encontrarem através desta prática. Portanto, a primeira coisa que se tem que saber é que ficar sentado em posição de lótus - a posição do Buda – é apenas uma das muitas centenas de técnicas de fazer meditação e segundo alguns, das mais difíceis.

Encontrar o silêncio interior requer prática e compromisso. Requer coragem para se autoconhecer. Coragem porque pode ser encontrada muita coisa bem no fundo de si mesmo que você não gostaria ou que nem imaginava que estivesse ali, bem no inconsciente. A prática inicial do meditador é o testemunhar. Qualquer tipo de técnica que você utilizar, utilize-a para ser um observador de si mesmo. Se a técnica que for usada for a de sentar-se na posição de lótus, sente-se e tente observar o pensamento, o que ocorre com ele, para onde ele vai, quais os pensamentos que vem a sua mente, etc. O importante é você conseguir ser uma testemunha de si mesmo, não se identificar com o próprio pensamento, deixá-lo vir e deixá-lo passar, ser testemunho consciente deste tráfego ininterrupto que é o nosso pensamento. Pratique isto de início e você começará a sentir que aquela imagem que fazia do ato de meditar começará a mudar, você começará a perceber sentido neste ato, e mais ainda, começará a perceber que você pode ser o senhor de seus pensamentos, senhor de seus atos e não mero joguete que vaga ao sabor de suas emoções, de seus pensamentos, de seus humores e passará a ter mais controle sobre si mesmo. Comece por este caminho e você verá porque a meditação é hoje tão necessária para se ter uma vida mais equilibrada e feliz.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Por que meditar?

Certo dia estava conversando com um amigo e ele me dizia que com a vida corrida que levava, não lhe sobrava tempo para meditar. Que achava muito importante a meditação mas ainda não lhe restava tempo para praticá-la. E eu pensava que com certeza, enquanto ele não entendesse realmente o significado da prática da meditação para ter uma vida melhor, jamais ia ter tempo para praticá-la.
Damos prioridade àquilo que consideramos mais importante para nossa vida e na escala destas importâncias, para a imensa maioria das pessoas, a meditação ou está em último lugar ou sequer entrou nesta escala.
Acontece que a prática da meditação ainda é tida apenas como uma atividade religiosa para a imensa maioria das pessoas. Alguma coisa não palpável neste nosso mundo tão pragmático. Ainda não se vivenciou a relação profunda que existe entre a meditação e uma vida mais equilibrada e venturosa.
Somos seres possuidores de um aparelho mental que é estimulado a viver vinte e quatro horas ligado e por muitas vezes, sequer quando dormimos o desligamos. A sociedade moderna estimula o funcionamento da mente a ponto de a tornar um perigo para nossa própria integridade. Quantas pessoas não conseguem dormir a noite? Quantas pessoas não falam solitariamente na rua?
Quantas pessoas não se deixam envolver por questiúnculas que acabam tornando-se verdadeiras tempestades transtornando de momento para o outro, toda uma vida? Para milhões de pessoas, a mente transformou-se em um poderoso instrumento de sofrimento e dor. É ela quem conduz quem deveria ser o condutor. Ela inventa, cria situações, compara umas pessoas com as outras, julga, muda de humor de uma hora para outra, estimula competição, declara guerra, enfim, provoca estragos àquelas pessoas que não conseguem controlá-la e por isto acabam cometendo erros atrás de erros. A meditação surge para aquietar a mente, acalmá-la, fazer dela um instrumento para nosso próprio crescimento. A meditação surge para darmos uma freada nos nossos passos e olharmos para onde estamos caminhando. Será este o meu caminho? Não terei tomado um caminho errado nesta jornada chamada minha vida? Não estarei indo em direção falsa e perigosa? O que estou fazendo de minha vida? O que estou fazendo nesse agora? A meditação surge para nos ilustrarmos quanto a nós mesmos, quanto aos nossos passos. Por isto sua prática também produz certo receio nas pessoas porque vai nos colocar frente a frente conosco mesmo. E como mentirmos para nós mesmos? Por vezes preferimos viver na mentira em vez de enfrentarmos os desafios que são nossas reais escolhas. Por vezes preferimos viver uma vida infeliz e miserável a enfrentar os perigos da busca da felicidade. Mas a vida é perigosa em si mesma, é de sua natureza o perigo. E é maravilhoso que assim seja. A meditação nos ensina a abrir os olhos para estes perigos e a amá-los.
Firdauz

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nosso Sonho

Um sonho se constrói aos poucos, passo a passo, devagar, olhando com cuidado as pedras, os buracos, os entraves que todo sonho, quando bem sonhado, possui.
Não existe um bom sonho sem entraves ou pedras no caminho como já dizia o poeta, porque são elas que nos afiam para enfim, nos regozijarmos com o sonho alcançado.
Digo que não existe um sonho sem entraves porque eles se colocam para nós como desafios. Um sonho é um desafio, caso contrário ele será apenas um devaneio, um fogo de coivara, rápido, fugaz, sem importância. Um sonho ao contrário é uma luta, é um combate, o chamado bom combate, como dizia São Paulo aos seus discípulos. E morrer por um bom combate é morrer em glória.
Um sonho significa construção, mudança, tanto interna quanto externa. Na medida que o sonhador vai sonhando, ele também vai construindo a si mesmo e ao mundo. Um sonho bem sonhado é a união do espírito, do cérebro e do corpo. O espírito é a fonte de onde emana o sonho, é o que sente, intui, chora, se regozija, se emociona metabolizando a transformação interna que se processa no sonhador. O cérebro é o que pensa, elabora, sintetiza, organiza, ordena as ações do sonhador, e o corpo é aquele que executa, molda, transforma os materiais em realidade segundo as possibilidades do sonhador. O sonho e o sonhador são um só. Enquanto um é céu e ar o outro é terra, enquanto um é pensamento e espírito o outro é matéria.
O ser humano é ambos, somos uma unidade. O céu, o ar e a terra unidos na construção de uma vida melhor e mais venturosa. O espírito, o pensamento e a matéria se unificam e dão sentido à nossa existência. É essa união que faz o ser humano completo.
Sonhar, portanto, é fundamental na construção de um ser humano mais total. Infelizmente, passamos hoje por dias terríveis com muitos querendo acabar com os sonhos e querendo fazer de nós meros robôs, reprodutores de padrões televisivos nos ditando normas e formas de pensar e de agir. Passamos por momentos em que o sonho está sendo vitimado pela ignorância de poucos que ensinam muitos a ter medo de sonhar e de enfrentar as pedras no caminho de seu sonho. Muito poucos que estão no poder, por ignorância ou por ganância, querem acabar com os sonhos porque sabem que um ser humano sem sonhos, não é um ser humano completo, mas um arremedo, um seguidor fácil de ser enganado e comandado, um ser humano sem alma, sem inteligência e sem individualidade. E sabem também o perigo que representa para a ordem vigente, aquele ser que sonha, que realiza, que inventa e determina seu próprio caminho. Porque este não se curva frente as dificuldades para alcançar seu intento, este busca, de todos os modos, alcançar seu objeto de desejo na vida porque sabe que não alcançá-lo significa morrer em vida. E é neste buscar, neste ímpeto indomável de conseguir o que almeja que ele, inevitavelmente, se torna indivíduo.
E o que se pode fazer com um indivíduo senão respeitá-lo?

Dhyan Firdauz

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nossa triste aldeia

Se fosse possível reduzir a população do mundo inteiro em uma vila de 100
pessoas,mantendo a proporção do povo existente agora no mundo, tal vila seria
composta de:

57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (Norte, Centro e Sul)
8 Africanos

52 mulheres
48 homens

70 não brancos
30 brancos

70 não cristãos
30 cristãos

89 heterossexuais
11 homossexuais (assumidos)

6 pessoas que possuiriam 59% da riqueza do mundo inteiro e todos os
6seriam dos EUA.

E mais:
80 viveriam em casas inabitáveis
70 seriam analfabetos
50 sofreriam de desnutrição
1 estaria para morrer
1 estaria para nascer
1 teria computador
1 (sim, apenas 1 teria formação universitária)

Se o mundo for considerado sob esta perspectiva, a necessidade de aceitação,
compreensão e educação torna-se evidente. Considere ainda que:

Se você acordou hoje mais saudável do que doente, você tem mais sorte do que
um milhão de pessoas que não verão a próxima semana.

Se nunca experimentou o perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a
agonia da tortura,a dor da fome, você tem mais sorte que 500 milhões de
habitantes no mundo.

Se você pode ir à igreja sem o medo de ser bombardeado, preso ou torturado,
você tem mais sorte que 3 milhares de pessoas no mundo.

Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre sua cabeça,
um lugar para dormir, considere-se mais rico que 75% dos habitantes deste
planeta.

Se tiver dinheiro no banco, na carteira ou um trocado em alguma parte,
considere-se entre os 8% das pessoas com a melhor qualidade de vida no mundo.

Se seus pais estão vivos e ainda juntos, considere-se uma pessoa muito rara,
mesmo nos USA e Canadá.

Se puder ler esta mensagem, você recebeu uma dupla benção, pois alguém pensou
em você e você não está entre os 2 milhões de pessoas que não sabem ler.

Você conhece os princípios do Reiki?

Só por hoje, eu viverei a atitude de gratidão;
Só por hoje, eu não me preocuparei;
Só por hoje, eu não me irritarei;
Só por hoje, eu farei meu trabalho honestamente;
Só por hoje, eu mostrarei amor e respeito por todo ser vivente.

Somos céu e terra

Geralmente se ouve dizer: aos políticos a política; aos espiritualistas as coisas do espírito. Porém, nada mais enganosa que esta afirmação. O ser humano não é dividido em departamentos, ele é tanto o céu quanto a terra; matéria e pensamento; abstrato e concreto; vida e morte; o agora e o sempre.
Infelizmente, no decorrer de nossa história, fragmentamos nosso ser e passamos a nos comportar como se fossemos seres ou apenas dos céus (e então os espiritualistas se escondem nas montanhas), ou apenas da terra (e nos transformamos em acumuladores frenéticos de bens materiais, como que viciados no verbo ter).
É preciso que compreendamos, que o caminho é para a unidade e que a espiritualidade que tanto buscamos indo aos mosteiros, fazendo yoga, meditação, etc, não está em discordância com questões concernentes a melhora do padrão de vida social, o que implica dizer que não está fora da batalha da discussão sociológica por uma comunidade mais justa e igualitária, mas muito ao contrário, nosso aprimoramento espiritual está intrinsecamente vinculado a melhora da qualidade material de toda a sociedade humana o que corresponde ao grande plano cósmico evolucionário do espírito.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A certeza, a escolha e a dúvida

Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
- Existe Deus?- perguntou.
- Existe - respondeu Buda.
Depois do almoço aproximou-se outro homem.
- Existe Deus? - quis saber.
- Não, não existe - disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
- Existe Deus?
- Você terá que decidir - respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado:
- Mestre, que absurdo! Como o Sr. dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
- Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho. O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que eu estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.

EU QUERO TRANSFORMAR O MUNDO

Já ouvi muitas vezes pessoas me perguntarem ou afirmarem, em tom irônico, a partir de ouvirem minhas convicções políticas, científicas ou filosóficas se eu quero mudar o mundo. Minha resposta é e sempre será que sim. Sim, eu quero transformar o mundo. E não só quero, eu efetivamente o transformo.
Penso que a maioria das pessoas também querem, mas no entanto, não acreditam nem por um instante sequer que assim o podem fazer. Não percebem que historicamente o mundo vem mudando e quem o muda é a ação humana. É a ação cotidiana de cada um que o transforma ou o mantém do jeito que está.
Karl Marx nos ensina que é o desenvolvimento das forças produtivas que impõe as transformações sociais e que a luta de classes é o motor destas transformações. Em um dado momento, as forças produtivas sociais se vêem impedidas de se desenvolverem devido às relações sociais que se verificam no interior do processo produtivo, pois estas obstaculizam este desenvolvimento. E por isso isto fazemos mudanças sociais.
Isto significa dizer que durante toda nossa história viemos evoluindo mas que esta evolução independe de nossa própria vontade, é uma lei do desenvolvimento social. Ainda segundo Marx, o comunismo seria uma conseqüência natural do desenvolvimento social e este seria uma etapa mais avançada do nosso processo de humanização.
Pois bem, a União Soviética se mostrou um fracasso e todos os países comunistas fracassaram no seu intento. Qual o grande erro não visualizado por Marx?
A mim parece que uma mudança com a extensão que Marx preconizava, necessitava também de uma transformação humana em profundidade. E profundidade para mim significa assumir toda e qualquer responsabilidade por tudo, absolutamente tudo, que acontece a nossa vida pessoal e em nosso meio social. O mundo não é assim como está por um acaso qualquer, mas porque nós, seres humanos, ainda nos arrastamos na inconsciência de nossos atos. Ainda não percebemos que fazemos parte de uma cadeia organicamente constituída onde cada folha que cai de uma árvore, produz mudanças na grande teia da vida, embora sejam estas mudanças imperceptíveis para nossos olhos despreparados. Ainda vivemos na ignorância da separatividade pensando que somos seres individualizados e que nossos atos são isolados e não se refletem na cadeia planetária e universal. Apesar da dialética nos ensinar que tudo se relaciona e termos hoje a prova científica de um universo sistêmico, isto é, constituído de vários sistemas interdependentes, continuamos a ignorar este postulado e recusamo-nos a caminhar em direção a uma vida mais saudável, mais racional, mais equilibrada e mais consciente.
Sim, nós podemos transformar o mundo, mas para isso é preciso que cresçamos em propósito, que cresçamos em consciência, que de fato acreditemos nesta possibilidade de mudarmos nossa própria vida agora, neste instante, subvertendo valores retrógrados que não mais correspondem a uma era plena de amor como a que se avizinha. Ë preciso que compreendamos que o nosso mundo individual, nosso mundo interno, a forma como sentimos o mundo, determina de certa maneira, o mundo exterior. Ë preciso, em outras palavras, vivenciar o amor para que ele efetivamente exista ao nosso redor. E somente através desta vivência, através de muitas vivências positivas, poderemos ter um mundo completamente novo. Simplesmente acredite nesta possibilidade e veja o que acontece.

sábado, 23 de janeiro de 2010

NOSSA HISTÓRIA

Um planeta é um enorme corpo celeste, um corpo que existe no espaço sideral povoado de milhares de outros corpos celestes.
Entre tantos, existe um planeta peculiar chamado terra onde vivem milhares de espécies diferentes e dentre estas espécies, uma chamada humana. Uma espécie muito particular que se desenvolveu em vários lugares deste planeta criando por isso uma enorme diversidade cultural, uma história diferenciada. História esta cuja expansão individual de cada etnia que se formou, cruzou-se com outras etnias e outras culturas gerando um enorme drama, uma trama existencial tipicamente humana cheia de guerras, desejos, cheia de amor e de ódio.
Os diferentes povos se encontraram, trocaram, comercializaram, aprenderam uns os costumes dos outros, assimilaram, enriqueceram-se culturalmente, sofisticaram-se.
Algumas etnias simplesmente deixaram de existir, foram exterminados ou transformadas a partir do processo de miscigenação.
Algumas se dedicaram a desenvolver armas para a caça e o combate em um meio ambiente hostil, outros se dedicaram a agricultura desenvolvendo a arte de cultivar e arar o solo, outros se dedicaram mais as artes e ciências e outros ainda ao comércio e a navegação.
Surgiram muitos homens especiais chamados magos, bruxos, xamãs, videntes e profetas que anunciaram novos tempos e criaram religiões, que temeram e adoraram deuses os mais diversos que através dos homens, lutaram e guerrearam entre si.
Houve amores e paixões, traições e ambições que devastaram impérios e arruinaram povos, por vezes levando-os a extinção.
Nasceram líderes, que conduziram seus liderados, por vezes, a vitória e a glória e por outras a derrota e a destruição.
O fato é que todos em seu conjunto, construíram e até agora constroem, uma história que não se sabe para onde vai, qual o nosso destino, o que realmente queremos.
Este cruzamento de etnias chama-se história humana, e é esta história, que se desenvolve neste corpo celeste chamado terra, que se desenvolve aqui e agora, que tentamos compreender para assim podermos decifrar a nós mesmos hoje, para podermos alterar, caso assim o desejemos, os perigosos rumos que estamos tomando.
Por que foi desta forma e não de outra forma que se deu esta nossa história?
Será que realmente está em nossas mãos a possibilidade de alterar nossa história enquanto raça humana?
Muitas são as perguntas que ainda temos de responder.
E isto é uma questão de sobrevivência.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Palavras

Certas palavras saem da boca, desordenadas, taxando e espezinhando a alma de quem fala.
Palavras são vãs, saem pelo fluxo da respiração, por vezes calmas e arredondadas, por vezes ferozes e pontiagudas.
Dependem apenas do fluxo da respiração.
Saem da emoção, do momento. Traduzem sentimentos diversos, passageiros, como passageiro é o momento em que são ditas.

Sob o influxo da situação vivida, frases são ditas sem exatidão, o gesto é realizado sem a certeza de si mesmo. E cai em desgosto, posto que forte demais.
Os mecanismos de análise, o cérebro, os conceitos, a moral, tudo é secundário quando o ímpeto juvenil desanda a produzir gestos “manietados” pelo fluxo constante e feroz dos sentimentos.

E as palavras são vãs. Dissolvem-se no ar.
E é bom que assim seja. Não importa que sejam falsas ou verdadeiras.

Os sentimentos não são bons aliados das melhores palavras.
Tenham, portanto, compaixão por alguém que fala apenas pela boca e solta palavras que sentimos soltas no ar.

Firdauz

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Ética no poder público

Lula está no centro das discussões políticas atuais. Terá ele sido "o cara", como disse o presidente dos Estados Unidos da América do Norte?
Não se pode simplesmente virar a cara e fazer de conta que nada mudou neste país. Mudou. E mudou muito e continua mudando em alta velocidade atrapalhada por práticas políticas atávicas.
Sim, Lula fez muito por este país. A melhora, ainda que pequena, das condições de vida da população é notória e qualquer pesquisa econômica assim demonstra. Em seu governo ampliou-se a participação política dos cidadãos nas demandas sociais e em questões relativas a educação, muito foi realizado. Não se trata portanto, de apenas denegrir a imagem do presidente como se não tivesse feito nada por este país. No entanto, gostaria de reportar sobre algo que em seu governo foi de um mal sem precedentes e que o mundo todo para continuar existindo precisa urgentemente: a ética pública. Foi, é e está sendo escandalosa a falta de ética dos servidores públicos brasileiros e pricipalmente daqueles que dirigem esse país, fazem as leis e julgam os atos que vão de encontro a legalidade. Durante esse governo, os três poderes da república foram os protagonistas dos mais escandalosos atos aéticos de que se tem notícia e ninguém foi condenado a pagar por seus atos de ilegalidade. O exemplo de mau trato da coisa pública partiu de cima, do centro do poder e espalhou-se pela nação inteira chegando e fazendo estragos indeléveis nas almas juvenis que despertam para a participação social. O que está sendo deixado por este período negro para o comportamento ético é que roubar e agir sem levar em conta o social faz bem para a conta bancária do infrator e para a manutenção do poder.
Este saldo negativo do governo vai precisar de gerações para ser reparado e eu espero que o novo governo que se avizinha, e que espero seja de Marina, tenha em conta este saldo e faça o que é necessário fazer para amenizar a dor que tanto causou e causa a falta de ética no poder público.

De volta à Seabra

Estive de férias em Salvador. Muito bom visitar certos lugares onde se pode ver e ouvir coisas diferentes daquilo que nos é usual. Ir à praia por exemplo é fundamental. Visitar a "Ilha de Itaparica" é outro programa muito gratificante. O espírito se renova, fazendo limpeza interna e nos deixando prontos para olhar mais um ano com criativiadade e persistência.
No entanto, salvador tornou-se aquela cidade grande pouco hospitaleira. Muita violência, abandono, destrato com o bem público, lixo nas ruas e tantos infortúnios individuais que nos pesa viver em local onde há tanta gente vivendo mal. Salvador é cidade linda, no entanto, os últimos gestores tem colocado seus interesses pessoais acima dos interesses da cidade abandonando-a a própria sorte. O pelourinho, lugar histórico da cidade está muito abandonado, praças e ruas entregues aos buracos que crescem, e o lixo, vamos encontrando exposto nas ruas por onde passamos. Infelizmente não está nada bom para os soteropolitamos. Espero que o próximo prefeito olhe a cidade com olhos mais trabalhadores.
E Seabra? É bom chegar e sentir este clima mais ameno da região. É bom ver as serras verdes que cercam a cidade, é bom saber dos amigos que estão por aqui fazendo seus cotidianos. Ouvir o som dos passarinhos, ir ao mercadinho comprar o pão da manhã e saber que começa mais um ano de atividades em prol da educação e da coletividade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Salve mais um ano de renovação

Mais um ano que se foi e um novo adentra nossos espíritos sonhadores, esperançosos que o amanhã aconteça bem melhor do que aquele que passou. As desesperanças que estiveram presentes no ano de 2009 perdem sua força neste momento e uma chama nova invade nosso céu particular e enche de outras forças nossa crença em um novo rumo a ser dado pelo nosso passo. O sangue pulsa renovado, o olhar percebe novidades no horizonte e o ouvido capta novos sons que se aproximam falando de mudança e realização.
Somos realmente seres de primeira grandeza. De onde vem toda esta coisa que nos mantém vivos e fortes o suficiente para atuarmos e mudarmos o rumo da história? De onde vem essa energia impar que nos socorre nos momentos mais difíceis de nossa vida e de nossa história? Apesar de tudo, apesar da descrença, do desânimo, da falta de fôlego diante de tantas calamidades naturais e sociais, de tantas marcas que nos ficam por causa da ação de homens que vivem ainda em tão baixa faixa vibratória em nosso planeta, seguimos e mudamos a história; indiscutivelmente mudamos a história e vamos construindo um futuro que cabe a nós tornarmos belo e maravilhoso.
Durante o ano, choramos, rimos, escondemos o rosto, começamos histórias, terminamos outras, avançamos e também recuamos, gritamos em desespero e gargalhamos de felicidade, meditamos e refletimos sobre o que vai inexoravelmente passando, passando e passando. E o que nos sobra na virada do ano, no último segundo e no primeiro que se inicia e o brinde a uma nova força construtiva que vai preenchendo nossos corações e mentes até que um novo cançaso chegue e mais um ano se aproxime para a festa da renovação.
E eis o que precisamos a cada final de ano e começo de um novo: renovação.
Portanto, salve este ano que se inicia e viva a renovação.

domingo, 8 de novembro de 2009

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis.Sob fogo cruzado de denúncias , juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Policia? No ladrão ? Com Sarney e Renam comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a policia. Nem à justiça.Eles só tem medo de perder eleição.Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia. (Nelson Motta)

Um pouco da História do Tibet

1949 - A recém criada República Popular da China anuncia que irá "libertar o Tibet dos invasores estrangeiros e reintegrá-lo à terra-mãe". Naquela época, havia 6 estrangeiros no Tibet. Em 1950, as tropas comunistas começaram a ocupar a região e, em 23 de maio de 1951, o governo chinês impôs um "Acordo pela Libertação Pacífica do Tibet". Como esse documento, chamado de o "Acordo de Dezessete Pontos", foi assinado sob pressão e forjado pelas autoridades chinesas, ele não tem nenhuma validade; se o Tibet fosse realmente uma parte inseparável da China, não haveria a necessidade de um "acordo". O Dalai Lama refugia-se então no Sikkhim e volta a Lhasa no momento em que a questão tibetana é estudada pela primeira vez na ONU.

Durante 10 anos, o Dalai Lama procurou uma solução pacífica. No dia 10 de março de 1959, milhares de pessoas protestaram contra a invasão chinesa, resultando num massacre de 82 mil tibetanos na capital do Tibet.
A noite, fugindo disfarçado de guarda, vai para Índia onde lhe é dado asilo político. Em torno de 87.000 refugiados tibetanos o seguiram. Hoje são mais de 115.000 refugiados no exílio. Em 1960, estabelece residência em Dharamsala, Índia, conhecida co-mo Pequena Lhasa, onde monta a sede do Governo Tibetano no Exílio. Em nome da "libertação pacífica", 1,2 milhão de tibetanos (quase 20% da população) já morreram. Dos 6.254 monastérios, apenas 13 foram preservados; outros 4 foram transformados em presídios. Milhares de tibetanos foram enviados para campos de trabalho forçado. Bibliotecas com manuscritos centenários foram incendiadas. Praticantes do budismo foram blasfemados, ridicularizados e torturados. "


Entre 1960 e 1965, a ONU estuda novamente a questão tibetana, que resulta em três resoluções pedindo à China respeito aos direitos humanos dos tibetanos e ao seu desejo de auto-determinação.Uma constituição democrática foi promulgada em 1963, baseada nos princípios budistas e na Declaração dos Direitos Humanos, como um modelo para um futuro Tibet livre. O Tibet, além de ser riquíssimo em minerais, tem grande importância econômica e geopolítica. Devido a sua posição estratégica, 25% dos mísseis intercontinentais da China foram transferidos para lá, incluindo cerca de 70 mísseis nucleares. O ecossistema tibetano, apesar de ser muito rico, é extremamente frágil. Praticamente toda a Ásia Central depende de rios que nascem no Tibet. Cerca de 80% das florestas tibetanas foram destruídas e diversas espécies animais correm risco de extinção. Certas regiões são usadas como depósito de lixo nuclear. E mais de 16 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos estavam sendo violados. Os tibetanos são discriminados em todos os aspectos e não possuem as liberdades fundamentais; quem se manifesta contra a ditadura comunista é duramente repreendido. O simples ato de conversar com um estrangeiro pode ser motivo para uma prisão.Há mais de 1.100 presos políticos no Tibet. Segundo a Anistia Internacional, muitos desses prisioneiros políticos (incluindo dezenas de prisioneiros de consciência) foram detidos sem acusação ou julgamento. Relatos consistentes indicam que os prisioneiros têm sido sistematicamente interrogados, torturados e maltratados. Os métodos mais utilizados pelos oficiais chineses incluem:

• choques elétricos nos genitais, na boca e na sola dos pés;• marcação com pás em brasa;• dreno de sangue;• queima com água fervente;• espancamentos constantes com pedaços de pau e de ferro;• uso de algemas, correntes e cordas para manter os prisioneiros de cabeça para baixo e em posições bastante dolorosas;• exposição prolongada a temperaturas extremas;• privação de comida, água e sono.

Já foram enviadas muitas delegações tibetanas à China e ao Tibet, sem resultados. Em 1985, o Dalai Lama apresentou, em Washington, o seu Plano de Paz de Cinco Pontos: a designação do Tibet como uma zona de paz, o fim da transferência em massa de chineses para o Tibet, a restauração dos direitos humanos fundamentais e das liberdades democráticas, e o abandono pela China do uso do Tibet na produção de armas nucleares e como depósito de lixo atômico. S.S. insiste em negociações sinceras sobre o futuro do Tibet e sobre as relações entre os povos tibetanos e chinês."

Em junho de 1988, em Estrasburgo, França, o Dalai Lama aperfeiçoa o Plano de Paz de Cinco Pontos e propõe a criação de um Tibet democrático auto governado, "em associação com a República Popular da China". Enfatiza que "qualquer que seja o resultado das negociações com a China, a autoridade decisória de última instância deve ser do próprio povo tibetano.

"Em 2 de Setembro de 1991, o Governo do Tibet no Exílio declara a "Proposta de Estrasburgo" inválida em função da reação negativa dos líderes Chineses.
Muito tem sido tentado desde então, com muitas pessoas e instituições preocupadas com a persistente violação dos direitos humanos no Tibet, tema de vários relatórios da Anistia Internacional."
"Em 1995, o 14º Dalai Lama reconheceu o menino tibetano Gedün Chökyi Nyima como o 11º Panchen Lama. O governo chinês apontou outro menino e seqüestrou Gedün por "motivos de segurança"; ele é o prisioneiro político mais jovem do mundo, segundo a Anistia Internacional.O holocausto sofrido nos últimos 40 anos pelo Tibet sob o domínio chinês incluindo a morte de 1,2 milhões de tibetanos, a destruição de 6.254 monastérios e a completa eliminação da sociedade tradicional, é uma vergonha para a humanidade.Não sómente um acordo do ano de 821, comprova a separação política dos territórios do Tibet e da China. O idioma, a legislação, a etnia e a religião são provas cabais de que o Tibet era um país independente.

2008. A China, após 6 décadas de domínio feroz sobre a Tibet, sedia as Olimpíadas, graças à confluência dos governos de metade do mundo “civilizado”, interessados que estão no rico mercado da China com seus mais de 1,3 bilhões de consumidores, e/ou de trabalhadores quase escravos.

Muitos países cogitaram um boicote internacional. Mas, nas palavras do Dalai Lama, encontrou-se o equilíbrio por parte de muitos atletas que aceitaram a idéia e participaram dos jogos. Seria, e está sendo, uma forma de se mostrar ao mundo os intestinos podres do governo Chinês, e a opressão deste sobre bilhões de corações e mentes.

Uma boa resposta do Dalai Lama

Perguntaram ao Dalai Lama:
O que mais te surpreende na humanidade?
E ele respondeu:
“Os homens... porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecendo-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido”.

UM CONTO SUFI

Conta-se que certa vez um homem feriu a perna e teve de andar de muletas. Essas muletas lhe eram muito úteis, tanto para andar como para muitas outras coisas. Ele ensinou toda sua família a usar muletas, elas se tornaram parte da vida normal. Ter uma muleta ficou sendo parte da ambição de cada um. Algumas eram feitas de marfim, outras enfeitadas com ouro. Escolas foram abertas para treinar o povo no seu uso, cadeiras de universidades receberam doações para tratar dos aspectos mais elevados desta ciência.
Umas poucas pessoas, muito poucas, começaram a andar sem muletas. Isto foi considerado escandaloso, um absurdo. Além do mais, havia tantas utilidades para as muletas!
Alguns replicaram e foram punidos. Tentaram mostrar que uma muleta poderia ser usada algumas vezes, quando necessário; ou que os muitos outros usos das muletas poderiam ser resolvidos de outra maneira. Poucos ouviram. A fim de superar os preconceitos, algumas das pessoas que podiam andar sem este suporte, começaram a se comportar de forma totalmente diferente da sociedade estabelecida. Ainda assim, permaneceram poucas.
Quando foi descoberto que, tendo usado muletas por tantas gerações, poucas pessoas, de fato, podiam andar sem elas, a maioria “provou” que elas eram necessárias. “Aqui”, disseram, “aqui está um homem- tentem fazê-lo andar sem muletas. Vêem? Ele não consegue!”
“Mas nós estamos andando sem muletas”, lembraram os que andavam normalmente.
“Isto não é verdade; é meramente uma fantasia de vocês”, disseram os aleijados, porque à esta altura eles estavam também ficando cegos - cegos porque não podiam ver.