terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A EDUCAÇÃO NOSSA DE CADA DIA



Foi com grande indignação que recebi e-mail informando que os 04 adolescentes do ensino médio que ganharam o concurso nacional de Olimpíada Brasileira de Biologia, não puderam participar da 18ª Olimpíada Internacional de Biologia realizada no Canadá entre os dias 15 e 22 de julho porque o governo alegou não ter dinheiro para custear as passagens destes estudantes e mais dois acompanhantes àquele país.
A educação é prioridade no Brasil diz o presidente Lula. A educação é prioridade na Bahia, diz o governador Wagner. E todos os outros governos brasileiros dizem em coro: a educação é prioridade no meu governo. Isto independente do partido que está no poder.
E por que os políticos dizem isso quando o que vemos em todo o país é uma educação esfacelada, com professores mal pagos, escolas sem infra-estrutura para funcionar, com falta de verbas, com falta de incentivo à capacitação de professores, com materiais didáticos de baixa qualidade, com salas entupidas de alunos, com professores fazendo greve para ter seus direitos atendidos, etc? Porque hoje todos sabemos que a educação é básica para o desenvolvimento de um país como provam os vários Estados Nacionais que investiram maciçamente em educação; porque se sabe que a educação é fundamental para o fomento da cidadania e da construção de um país mais justo e igualitário; porque se sabe que está na educação o futuro da humanidade. E esta verdade está em todas as bocas: desde o homem culto até aquelas pessoas analfabetas que lutam para manter seus filhos na escola porque pensam que só ali os filhos podem vir a ter alguma chance neste competitivo mercado de trabalho. E os políticos sabem disso. E falar em educação como prioridade gera votos, gera mídia, gera possibilidade de estar no poder por mais alguns anos. Quiçá, para sempre.
Há alguns anos atrás, havia poucas escolas no Brasil para muitos jovens que não tinham acesso a ela. Educação era privilégio dos filhos de ricos e poderosos fazendeiros donos do poder político, senhores do poder econômico que sabiam que era necessário ter seus filhos uma formação universitária para poderem continuar mandando no país. E assim era feito. Com o passar dos anos a educação democratizou-se. Aos pobres, o acesso à educação foi permitido, aliás, exigido por um sistema produtivo muito mais evoluído que necessitava de uma mão de obra mais qualificada, precisava de uma mão de obra com requisitos mínimos para poder mover uma fábrica ou necessitava de pessoas que soubessem ler o mínimo para entenderem os manuais de funcionamento das máquinas e até de mecanismos simples de computação e automação.
O sistema produtivo atual não aceita mais o analfabeto. Este fica completamente a margem, cabendo-lhe tão somente serviços domésticos e similares. O sistema precisa de mão-de-obra mais qualificada, alguns inclusive com formação universitária. Foi portanto, a tecnificação do sistema produtivo que levou o Estado Brasileiro a investir um pouco mais em educação segundo as necessidades de um mercado que precisava de mão-de-obra qualificada que pudesse dar andamento à máquina burocrática, técnica e produtiva do país e... só isso. Infelizmente não houve uma política de Estado voltada para o aperfeiçoamento humano, voltada para a formação de valores humanísticos, voltada para a formação de seres humanos capazes de se inserir com qualidade em um mundo novo que se avizinhava e que vai se delineando cada vez mais como um mundo onde é necessário não apenas a formação técnica-científica, mas também a habilidade para tomar decisões, solucionar problemas, ter autonomia intelectual. O fim último da entrada da grande massa de estudantes que hoje estão em ambiente escolar, foi e continua sendo tão somente sua precária inserção no sistema produtivo.
Não há dúvida que o analfabetismo tem seus dias contados, o novo conceito agora é o do analfabeto funcional, conceito este existente apenas em países de terceiro mundo como o Brasil. Não resta dúvida também, que estamos implementando uma política educacional formadora de mão-de–obra de péssima qualidade e de formação humana nenhuma. Não há no Brasil uma política de Estado voltada para a formação de mão de obra de boa qualidade e de cidadãos aptos para o exercício da democracia. Não há interesse em se formar cidadãos críticos neste país.
As classes dominantes já não são as únicas a irem para as universidades mas são as únicas a fazerem os doutoramentos e pós-doutoramento que é exigência de mercado hoje. E as coisas afinal de contas, continuam muito parecidas, atores mudaram, o cenário mudou, a roupagem mudou, mas em essência, tudo permanece o mesmo. Se antes as massas populares eram analfabetas porque não havia necessidade de alfabetização para o trabalho, hoje, se elas entram nas escolas, é porque o mercado assim o exige, no entanto que lhes seja ensinado apenas o suficiente para lhes retirar do analfabetismo para que possam mover a máquina pública, a burocracia, e ponto final. Passamos agora a criar o analfabeto funcional. Cidadania, ora isso é coisa para os ricos, para a classe média alta que nem mais se preocupa com o terceiro grau mas sim com os doutoramentos e os outros pós.
Para a massa da população resta uma educação de última qualidade, resta uma educação entregue as traças, cuja finalidade é apenas retirar o individuo do analfabetismo para que possa servir aos interesses do capital e render muitos, muitos votos para os políticos. E enquanto isto, o país vai a deriva, como um barco a velas, solto na imensidão de um grande oceano.
E as perguntas que deixo são: mudou a visão que as elites brasileiras tem da educação tanto as de ontem quanto as de hoje? Mudou a sua visão de sociedade?

Uma Era de mudanças

Estamos arriscando tudo. Esta é uma Era de risco, o mais profundo risco pelo qual toda a humanidade jamais passou. Estamos em uma Era decisiva. Das decisões que tomarmos hoje, será o destino do ser humano para um mundo melhor ou para o que há de pior.

Idéias, milhões de idéias se cruzam neste momento no mundo movendo-o em várias direções. Antigos valores foram despedaçados pela força brutal do que chamamos desenvolvimento. Tudo que impedia o comércio e a produção em larga escala foi afastado do caminho. O mundo tornou-se unificado pelo poder financeiro e uma nova mentalidade chegou: competitiva, individualista e científica. Moderna. Os valores iluministas instalaram-se definitivamente no poder. A escolha que até aqui fizemos foi de cada um por si. E é o que continuamos a ensinar no contexto social global. A competitividade é estimulada ao paroxismo e nada importa além dela.

Pouquíssimas pessoas têm tudo enquanto bilhões não tem nada ou tem muito pouco. Exaure-se o planeta na busca incessante de matéria prima para produção de bens. Escravizam-se todas as outras espécies existentes em busca do lucro. O planeta pede socorro.

A espécie humana, dita como a mais inteligente que esta terra já viu auto devora-se levando consigo tudo ao seu redor. A necessidade de colocar o pé no freio deste frenesi desenvolvimentista faz-se mais que necessário; é urgente.

Qual o sentido deste caminhar? Para onde estamos indo?

O que estamos querendo dizer quando espoliamos um país e o levamos à miséria? Quando vemos pedintes passar ao nosso lado e nos recusamos a olhar? Quando vemos crianças desnutridas, sem família, expostas a todo tipo de privações e violência? Quando vemos a fome matar cotidianamente milhares de pessoas enquanto temos mais que suficiente para nós mesmos?

O que estamos querendo dizer quando devastamos as florestas, quando poluímos os rios, quando torturamos as outras espécies em benefício próprio? O que queremos dizer quando nos colocamos como senhores absolutos de todo reino animal, vegetal e mineral, barbarizando-os e não satisfeitos com isso, tiranizando a nos mesmos?

Onde estamos indo?

Para muitos, não há destino, não existe propósito na existência, não existe um fim determinado, uma idéia primordial. Caso não exista, deve então existir um propósito individual, uma vontade de fazer algo pelo outro, de mudar e melhorar o lugar onde vivemos, de plantar mais flores para que possamos ter o mais belo de todos os lugares.

Não há necessidade de matar o próximo, de competir acirradamente com o outro, de possuir até não poder mais, de morrer pelo ato insano de não saber viver em harmonia com o que está ao nosso redor.

Caso deus não exista no céu, deve existir um deus que flui de nossa interioridade, que pode conduzir nossos passos na construção de uma vida mais tranqüila, mais fácil, mais prazerosa, afinal estamos todos aqui neste pequeno pedaço de terra contido neste vastíssimo universo sem ter para onde ir, a não ser para dentro de nós mesmos em busca de ser feliz.

Precisamos parar um pouco e meditar sobre isso!
Firdauz

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

Muitas pessoas gostariam de praticar meditação mas não sabem por onde começar. Ouviram falar por exemplo que a prática desta atividade faz muito bem ao espírito e a vida pessoal, que traz tranqüilidade, autoconhecimento e saúde psíquica. E isso é verdade. Ficam se imaginando meditando, tornando-se mais espirituais, mais tranqüilos, melhores. Mas ai vem uma pergunta: como meditar? o que fazer para colocar o pé na estrada e praticar? Será que é apenas ficar sentado em posição igual a que o mestre iluminado Buda ficava, - conhecida como posição de lótus - fechar os olhos e pronto? Só isto? Pensando assim, ficamos a nos imaginar sentados de olhos fechados sem fazer nada, como se estivéssemos perdendo tempo –e tempo é dinheiro – e logo desistimos cansados desta imagem que não nos agrada.

Na verdade a meditação é a arte/ciência de buscar o silêncio interior. E para encontrar este silêncio pode-se e deve-se utilizar várias técnicas que foram criadas ao longo dos milênios, principalmente pelo povo oriental. Estas técnicas variaram muito ao longo dos tempos. Os yogues, os sufis, os zen-budistas e vários mestres orientais como Buda, paramahansa Yogananda, Osho, etc, criaram muitas técnicas, para auxiliar as pessoas a se encontrarem através desta prática. Portanto, a primeira coisa que se tem que saber é que ficar sentado em posição de lótus - a posição do Buda – é apenas uma das muitas centenas de técnicas de fazer meditação e segundo alguns, das mais difíceis.

Encontrar o silêncio interior requer prática e compromisso. Requer coragem para se autoconhecer. Coragem porque pode ser encontrada muita coisa bem no fundo de si mesmo que você não gostaria ou que nem imaginava que estivesse ali, bem no inconsciente. A prática inicial do meditador é o testemunhar. Qualquer tipo de técnica que você utilizar, utilize-a para ser um observador de si mesmo. Se a técnica que for usada for a de sentar-se na posição de lótus, sente-se e tente observar o pensamento, o que ocorre com ele, para onde ele vai, quais os pensamentos que vem a sua mente, etc. O importante é você conseguir ser uma testemunha de si mesmo, não se identificar com o próprio pensamento, deixá-lo vir e deixá-lo passar, ser testemunho consciente deste tráfego ininterrupto que é o nosso pensamento. Pratique isto de início e você começará a sentir que aquela imagem que fazia do ato de meditar começará a mudar, você começará a perceber sentido neste ato, e mais ainda, começará a perceber que você pode ser o senhor de seus pensamentos, senhor de seus atos e não mero joguete que vaga ao sabor de suas emoções, de seus pensamentos, de seus humores e passará a ter mais controle sobre si mesmo. Comece por este caminho e você verá porque a meditação é hoje tão necessária para se ter uma vida mais equilibrada e feliz.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Por que meditar?

Certo dia estava conversando com um amigo e ele me dizia que com a vida corrida que levava, não lhe sobrava tempo para meditar. Que achava muito importante a meditação mas ainda não lhe restava tempo para praticá-la. E eu pensava que com certeza, enquanto ele não entendesse realmente o significado da prática da meditação para ter uma vida melhor, jamais ia ter tempo para praticá-la.
Damos prioridade àquilo que consideramos mais importante para nossa vida e na escala destas importâncias, para a imensa maioria das pessoas, a meditação ou está em último lugar ou sequer entrou nesta escala.
Acontece que a prática da meditação ainda é tida apenas como uma atividade religiosa para a imensa maioria das pessoas. Alguma coisa não palpável neste nosso mundo tão pragmático. Ainda não se vivenciou a relação profunda que existe entre a meditação e uma vida mais equilibrada e venturosa.
Somos seres possuidores de um aparelho mental que é estimulado a viver vinte e quatro horas ligado e por muitas vezes, sequer quando dormimos o desligamos. A sociedade moderna estimula o funcionamento da mente a ponto de a tornar um perigo para nossa própria integridade. Quantas pessoas não conseguem dormir a noite? Quantas pessoas não falam solitariamente na rua?
Quantas pessoas não se deixam envolver por questiúnculas que acabam tornando-se verdadeiras tempestades transtornando de momento para o outro, toda uma vida? Para milhões de pessoas, a mente transformou-se em um poderoso instrumento de sofrimento e dor. É ela quem conduz quem deveria ser o condutor. Ela inventa, cria situações, compara umas pessoas com as outras, julga, muda de humor de uma hora para outra, estimula competição, declara guerra, enfim, provoca estragos àquelas pessoas que não conseguem controlá-la e por isto acabam cometendo erros atrás de erros. A meditação surge para aquietar a mente, acalmá-la, fazer dela um instrumento para nosso próprio crescimento. A meditação surge para darmos uma freada nos nossos passos e olharmos para onde estamos caminhando. Será este o meu caminho? Não terei tomado um caminho errado nesta jornada chamada minha vida? Não estarei indo em direção falsa e perigosa? O que estou fazendo de minha vida? O que estou fazendo nesse agora? A meditação surge para nos ilustrarmos quanto a nós mesmos, quanto aos nossos passos. Por isto sua prática também produz certo receio nas pessoas porque vai nos colocar frente a frente conosco mesmo. E como mentirmos para nós mesmos? Por vezes preferimos viver na mentira em vez de enfrentarmos os desafios que são nossas reais escolhas. Por vezes preferimos viver uma vida infeliz e miserável a enfrentar os perigos da busca da felicidade. Mas a vida é perigosa em si mesma, é de sua natureza o perigo. E é maravilhoso que assim seja. A meditação nos ensina a abrir os olhos para estes perigos e a amá-los.
Firdauz

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nosso Sonho

Um sonho se constrói aos poucos, passo a passo, devagar, olhando com cuidado as pedras, os buracos, os entraves que todo sonho, quando bem sonhado, possui.
Não existe um bom sonho sem entraves ou pedras no caminho como já dizia o poeta, porque são elas que nos afiam para enfim, nos regozijarmos com o sonho alcançado.
Digo que não existe um sonho sem entraves porque eles se colocam para nós como desafios. Um sonho é um desafio, caso contrário ele será apenas um devaneio, um fogo de coivara, rápido, fugaz, sem importância. Um sonho ao contrário é uma luta, é um combate, o chamado bom combate, como dizia São Paulo aos seus discípulos. E morrer por um bom combate é morrer em glória.
Um sonho significa construção, mudança, tanto interna quanto externa. Na medida que o sonhador vai sonhando, ele também vai construindo a si mesmo e ao mundo. Um sonho bem sonhado é a união do espírito, do cérebro e do corpo. O espírito é a fonte de onde emana o sonho, é o que sente, intui, chora, se regozija, se emociona metabolizando a transformação interna que se processa no sonhador. O cérebro é o que pensa, elabora, sintetiza, organiza, ordena as ações do sonhador, e o corpo é aquele que executa, molda, transforma os materiais em realidade segundo as possibilidades do sonhador. O sonho e o sonhador são um só. Enquanto um é céu e ar o outro é terra, enquanto um é pensamento e espírito o outro é matéria.
O ser humano é ambos, somos uma unidade. O céu, o ar e a terra unidos na construção de uma vida melhor e mais venturosa. O espírito, o pensamento e a matéria se unificam e dão sentido à nossa existência. É essa união que faz o ser humano completo.
Sonhar, portanto, é fundamental na construção de um ser humano mais total. Infelizmente, passamos hoje por dias terríveis com muitos querendo acabar com os sonhos e querendo fazer de nós meros robôs, reprodutores de padrões televisivos nos ditando normas e formas de pensar e de agir. Passamos por momentos em que o sonho está sendo vitimado pela ignorância de poucos que ensinam muitos a ter medo de sonhar e de enfrentar as pedras no caminho de seu sonho. Muito poucos que estão no poder, por ignorância ou por ganância, querem acabar com os sonhos porque sabem que um ser humano sem sonhos, não é um ser humano completo, mas um arremedo, um seguidor fácil de ser enganado e comandado, um ser humano sem alma, sem inteligência e sem individualidade. E sabem também o perigo que representa para a ordem vigente, aquele ser que sonha, que realiza, que inventa e determina seu próprio caminho. Porque este não se curva frente as dificuldades para alcançar seu intento, este busca, de todos os modos, alcançar seu objeto de desejo na vida porque sabe que não alcançá-lo significa morrer em vida. E é neste buscar, neste ímpeto indomável de conseguir o que almeja que ele, inevitavelmente, se torna indivíduo.
E o que se pode fazer com um indivíduo senão respeitá-lo?

Dhyan Firdauz

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nossa triste aldeia

Se fosse possível reduzir a população do mundo inteiro em uma vila de 100
pessoas,mantendo a proporção do povo existente agora no mundo, tal vila seria
composta de:

57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (Norte, Centro e Sul)
8 Africanos

52 mulheres
48 homens

70 não brancos
30 brancos

70 não cristãos
30 cristãos

89 heterossexuais
11 homossexuais (assumidos)

6 pessoas que possuiriam 59% da riqueza do mundo inteiro e todos os
6seriam dos EUA.

E mais:
80 viveriam em casas inabitáveis
70 seriam analfabetos
50 sofreriam de desnutrição
1 estaria para morrer
1 estaria para nascer
1 teria computador
1 (sim, apenas 1 teria formação universitária)

Se o mundo for considerado sob esta perspectiva, a necessidade de aceitação,
compreensão e educação torna-se evidente. Considere ainda que:

Se você acordou hoje mais saudável do que doente, você tem mais sorte do que
um milhão de pessoas que não verão a próxima semana.

Se nunca experimentou o perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a
agonia da tortura,a dor da fome, você tem mais sorte que 500 milhões de
habitantes no mundo.

Se você pode ir à igreja sem o medo de ser bombardeado, preso ou torturado,
você tem mais sorte que 3 milhares de pessoas no mundo.

Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre sua cabeça,
um lugar para dormir, considere-se mais rico que 75% dos habitantes deste
planeta.

Se tiver dinheiro no banco, na carteira ou um trocado em alguma parte,
considere-se entre os 8% das pessoas com a melhor qualidade de vida no mundo.

Se seus pais estão vivos e ainda juntos, considere-se uma pessoa muito rara,
mesmo nos USA e Canadá.

Se puder ler esta mensagem, você recebeu uma dupla benção, pois alguém pensou
em você e você não está entre os 2 milhões de pessoas que não sabem ler.

Você conhece os princípios do Reiki?

Só por hoje, eu viverei a atitude de gratidão;
Só por hoje, eu não me preocuparei;
Só por hoje, eu não me irritarei;
Só por hoje, eu farei meu trabalho honestamente;
Só por hoje, eu mostrarei amor e respeito por todo ser vivente.

Somos céu e terra

Geralmente se ouve dizer: aos políticos a política; aos espiritualistas as coisas do espírito. Porém, nada mais enganosa que esta afirmação. O ser humano não é dividido em departamentos, ele é tanto o céu quanto a terra; matéria e pensamento; abstrato e concreto; vida e morte; o agora e o sempre.
Infelizmente, no decorrer de nossa história, fragmentamos nosso ser e passamos a nos comportar como se fossemos seres ou apenas dos céus (e então os espiritualistas se escondem nas montanhas), ou apenas da terra (e nos transformamos em acumuladores frenéticos de bens materiais, como que viciados no verbo ter).
É preciso que compreendamos, que o caminho é para a unidade e que a espiritualidade que tanto buscamos indo aos mosteiros, fazendo yoga, meditação, etc, não está em discordância com questões concernentes a melhora do padrão de vida social, o que implica dizer que não está fora da batalha da discussão sociológica por uma comunidade mais justa e igualitária, mas muito ao contrário, nosso aprimoramento espiritual está intrinsecamente vinculado a melhora da qualidade material de toda a sociedade humana o que corresponde ao grande plano cósmico evolucionário do espírito.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A certeza, a escolha e a dúvida

Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
- Existe Deus?- perguntou.
- Existe - respondeu Buda.
Depois do almoço aproximou-se outro homem.
- Existe Deus? - quis saber.
- Não, não existe - disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
- Existe Deus?
- Você terá que decidir - respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado:
- Mestre, que absurdo! Como o Sr. dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
- Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho. O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que eu estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.

EU QUERO TRANSFORMAR O MUNDO

Já ouvi muitas vezes pessoas me perguntarem ou afirmarem, em tom irônico, a partir de ouvirem minhas convicções políticas, científicas ou filosóficas se eu quero mudar o mundo. Minha resposta é e sempre será que sim. Sim, eu quero transformar o mundo. E não só quero, eu efetivamente o transformo.
Penso que a maioria das pessoas também querem, mas no entanto, não acreditam nem por um instante sequer que assim o podem fazer. Não percebem que historicamente o mundo vem mudando e quem o muda é a ação humana. É a ação cotidiana de cada um que o transforma ou o mantém do jeito que está.
Karl Marx nos ensina que é o desenvolvimento das forças produtivas que impõe as transformações sociais e que a luta de classes é o motor destas transformações. Em um dado momento, as forças produtivas sociais se vêem impedidas de se desenvolverem devido às relações sociais que se verificam no interior do processo produtivo, pois estas obstaculizam este desenvolvimento. E por isso isto fazemos mudanças sociais.
Isto significa dizer que durante toda nossa história viemos evoluindo mas que esta evolução independe de nossa própria vontade, é uma lei do desenvolvimento social. Ainda segundo Marx, o comunismo seria uma conseqüência natural do desenvolvimento social e este seria uma etapa mais avançada do nosso processo de humanização.
Pois bem, a União Soviética se mostrou um fracasso e todos os países comunistas fracassaram no seu intento. Qual o grande erro não visualizado por Marx?
A mim parece que uma mudança com a extensão que Marx preconizava, necessitava também de uma transformação humana em profundidade. E profundidade para mim significa assumir toda e qualquer responsabilidade por tudo, absolutamente tudo, que acontece a nossa vida pessoal e em nosso meio social. O mundo não é assim como está por um acaso qualquer, mas porque nós, seres humanos, ainda nos arrastamos na inconsciência de nossos atos. Ainda não percebemos que fazemos parte de uma cadeia organicamente constituída onde cada folha que cai de uma árvore, produz mudanças na grande teia da vida, embora sejam estas mudanças imperceptíveis para nossos olhos despreparados. Ainda vivemos na ignorância da separatividade pensando que somos seres individualizados e que nossos atos são isolados e não se refletem na cadeia planetária e universal. Apesar da dialética nos ensinar que tudo se relaciona e termos hoje a prova científica de um universo sistêmico, isto é, constituído de vários sistemas interdependentes, continuamos a ignorar este postulado e recusamo-nos a caminhar em direção a uma vida mais saudável, mais racional, mais equilibrada e mais consciente.
Sim, nós podemos transformar o mundo, mas para isso é preciso que cresçamos em propósito, que cresçamos em consciência, que de fato acreditemos nesta possibilidade de mudarmos nossa própria vida agora, neste instante, subvertendo valores retrógrados que não mais correspondem a uma era plena de amor como a que se avizinha. Ë preciso que compreendamos que o nosso mundo individual, nosso mundo interno, a forma como sentimos o mundo, determina de certa maneira, o mundo exterior. Ë preciso, em outras palavras, vivenciar o amor para que ele efetivamente exista ao nosso redor. E somente através desta vivência, através de muitas vivências positivas, poderemos ter um mundo completamente novo. Simplesmente acredite nesta possibilidade e veja o que acontece.

sábado, 23 de janeiro de 2010

NOSSA HISTÓRIA

Um planeta é um enorme corpo celeste, um corpo que existe no espaço sideral povoado de milhares de outros corpos celestes.
Entre tantos, existe um planeta peculiar chamado terra onde vivem milhares de espécies diferentes e dentre estas espécies, uma chamada humana. Uma espécie muito particular que se desenvolveu em vários lugares deste planeta criando por isso uma enorme diversidade cultural, uma história diferenciada. História esta cuja expansão individual de cada etnia que se formou, cruzou-se com outras etnias e outras culturas gerando um enorme drama, uma trama existencial tipicamente humana cheia de guerras, desejos, cheia de amor e de ódio.
Os diferentes povos se encontraram, trocaram, comercializaram, aprenderam uns os costumes dos outros, assimilaram, enriqueceram-se culturalmente, sofisticaram-se.
Algumas etnias simplesmente deixaram de existir, foram exterminados ou transformadas a partir do processo de miscigenação.
Algumas se dedicaram a desenvolver armas para a caça e o combate em um meio ambiente hostil, outros se dedicaram a agricultura desenvolvendo a arte de cultivar e arar o solo, outros se dedicaram mais as artes e ciências e outros ainda ao comércio e a navegação.
Surgiram muitos homens especiais chamados magos, bruxos, xamãs, videntes e profetas que anunciaram novos tempos e criaram religiões, que temeram e adoraram deuses os mais diversos que através dos homens, lutaram e guerrearam entre si.
Houve amores e paixões, traições e ambições que devastaram impérios e arruinaram povos, por vezes levando-os a extinção.
Nasceram líderes, que conduziram seus liderados, por vezes, a vitória e a glória e por outras a derrota e a destruição.
O fato é que todos em seu conjunto, construíram e até agora constroem, uma história que não se sabe para onde vai, qual o nosso destino, o que realmente queremos.
Este cruzamento de etnias chama-se história humana, e é esta história, que se desenvolve neste corpo celeste chamado terra, que se desenvolve aqui e agora, que tentamos compreender para assim podermos decifrar a nós mesmos hoje, para podermos alterar, caso assim o desejemos, os perigosos rumos que estamos tomando.
Por que foi desta forma e não de outra forma que se deu esta nossa história?
Será que realmente está em nossas mãos a possibilidade de alterar nossa história enquanto raça humana?
Muitas são as perguntas que ainda temos de responder.
E isto é uma questão de sobrevivência.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Palavras

Certas palavras saem da boca, desordenadas, taxando e espezinhando a alma de quem fala.
Palavras são vãs, saem pelo fluxo da respiração, por vezes calmas e arredondadas, por vezes ferozes e pontiagudas.
Dependem apenas do fluxo da respiração.
Saem da emoção, do momento. Traduzem sentimentos diversos, passageiros, como passageiro é o momento em que são ditas.

Sob o influxo da situação vivida, frases são ditas sem exatidão, o gesto é realizado sem a certeza de si mesmo. E cai em desgosto, posto que forte demais.
Os mecanismos de análise, o cérebro, os conceitos, a moral, tudo é secundário quando o ímpeto juvenil desanda a produzir gestos “manietados” pelo fluxo constante e feroz dos sentimentos.

E as palavras são vãs. Dissolvem-se no ar.
E é bom que assim seja. Não importa que sejam falsas ou verdadeiras.

Os sentimentos não são bons aliados das melhores palavras.
Tenham, portanto, compaixão por alguém que fala apenas pela boca e solta palavras que sentimos soltas no ar.

Firdauz

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Ética no poder público

Lula está no centro das discussões políticas atuais. Terá ele sido "o cara", como disse o presidente dos Estados Unidos da América do Norte?
Não se pode simplesmente virar a cara e fazer de conta que nada mudou neste país. Mudou. E mudou muito e continua mudando em alta velocidade atrapalhada por práticas políticas atávicas.
Sim, Lula fez muito por este país. A melhora, ainda que pequena, das condições de vida da população é notória e qualquer pesquisa econômica assim demonstra. Em seu governo ampliou-se a participação política dos cidadãos nas demandas sociais e em questões relativas a educação, muito foi realizado. Não se trata portanto, de apenas denegrir a imagem do presidente como se não tivesse feito nada por este país. No entanto, gostaria de reportar sobre algo que em seu governo foi de um mal sem precedentes e que o mundo todo para continuar existindo precisa urgentemente: a ética pública. Foi, é e está sendo escandalosa a falta de ética dos servidores públicos brasileiros e pricipalmente daqueles que dirigem esse país, fazem as leis e julgam os atos que vão de encontro a legalidade. Durante esse governo, os três poderes da república foram os protagonistas dos mais escandalosos atos aéticos de que se tem notícia e ninguém foi condenado a pagar por seus atos de ilegalidade. O exemplo de mau trato da coisa pública partiu de cima, do centro do poder e espalhou-se pela nação inteira chegando e fazendo estragos indeléveis nas almas juvenis que despertam para a participação social. O que está sendo deixado por este período negro para o comportamento ético é que roubar e agir sem levar em conta o social faz bem para a conta bancária do infrator e para a manutenção do poder.
Este saldo negativo do governo vai precisar de gerações para ser reparado e eu espero que o novo governo que se avizinha, e que espero seja de Marina, tenha em conta este saldo e faça o que é necessário fazer para amenizar a dor que tanto causou e causa a falta de ética no poder público.

De volta à Seabra

Estive de férias em Salvador. Muito bom visitar certos lugares onde se pode ver e ouvir coisas diferentes daquilo que nos é usual. Ir à praia por exemplo é fundamental. Visitar a "Ilha de Itaparica" é outro programa muito gratificante. O espírito se renova, fazendo limpeza interna e nos deixando prontos para olhar mais um ano com criativiadade e persistência.
No entanto, salvador tornou-se aquela cidade grande pouco hospitaleira. Muita violência, abandono, destrato com o bem público, lixo nas ruas e tantos infortúnios individuais que nos pesa viver em local onde há tanta gente vivendo mal. Salvador é cidade linda, no entanto, os últimos gestores tem colocado seus interesses pessoais acima dos interesses da cidade abandonando-a a própria sorte. O pelourinho, lugar histórico da cidade está muito abandonado, praças e ruas entregues aos buracos que crescem, e o lixo, vamos encontrando exposto nas ruas por onde passamos. Infelizmente não está nada bom para os soteropolitamos. Espero que o próximo prefeito olhe a cidade com olhos mais trabalhadores.
E Seabra? É bom chegar e sentir este clima mais ameno da região. É bom ver as serras verdes que cercam a cidade, é bom saber dos amigos que estão por aqui fazendo seus cotidianos. Ouvir o som dos passarinhos, ir ao mercadinho comprar o pão da manhã e saber que começa mais um ano de atividades em prol da educação e da coletividade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Salve mais um ano de renovação

Mais um ano que se foi e um novo adentra nossos espíritos sonhadores, esperançosos que o amanhã aconteça bem melhor do que aquele que passou. As desesperanças que estiveram presentes no ano de 2009 perdem sua força neste momento e uma chama nova invade nosso céu particular e enche de outras forças nossa crença em um novo rumo a ser dado pelo nosso passo. O sangue pulsa renovado, o olhar percebe novidades no horizonte e o ouvido capta novos sons que se aproximam falando de mudança e realização.
Somos realmente seres de primeira grandeza. De onde vem toda esta coisa que nos mantém vivos e fortes o suficiente para atuarmos e mudarmos o rumo da história? De onde vem essa energia impar que nos socorre nos momentos mais difíceis de nossa vida e de nossa história? Apesar de tudo, apesar da descrença, do desânimo, da falta de fôlego diante de tantas calamidades naturais e sociais, de tantas marcas que nos ficam por causa da ação de homens que vivem ainda em tão baixa faixa vibratória em nosso planeta, seguimos e mudamos a história; indiscutivelmente mudamos a história e vamos construindo um futuro que cabe a nós tornarmos belo e maravilhoso.
Durante o ano, choramos, rimos, escondemos o rosto, começamos histórias, terminamos outras, avançamos e também recuamos, gritamos em desespero e gargalhamos de felicidade, meditamos e refletimos sobre o que vai inexoravelmente passando, passando e passando. E o que nos sobra na virada do ano, no último segundo e no primeiro que se inicia e o brinde a uma nova força construtiva que vai preenchendo nossos corações e mentes até que um novo cançaso chegue e mais um ano se aproxime para a festa da renovação.
E eis o que precisamos a cada final de ano e começo de um novo: renovação.
Portanto, salve este ano que se inicia e viva a renovação.

domingo, 8 de novembro de 2009

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis.Sob fogo cruzado de denúncias , juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Policia? No ladrão ? Com Sarney e Renam comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a policia. Nem à justiça.Eles só tem medo de perder eleição.Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia. (Nelson Motta)

Um pouco da História do Tibet

1949 - A recém criada República Popular da China anuncia que irá "libertar o Tibet dos invasores estrangeiros e reintegrá-lo à terra-mãe". Naquela época, havia 6 estrangeiros no Tibet. Em 1950, as tropas comunistas começaram a ocupar a região e, em 23 de maio de 1951, o governo chinês impôs um "Acordo pela Libertação Pacífica do Tibet". Como esse documento, chamado de o "Acordo de Dezessete Pontos", foi assinado sob pressão e forjado pelas autoridades chinesas, ele não tem nenhuma validade; se o Tibet fosse realmente uma parte inseparável da China, não haveria a necessidade de um "acordo". O Dalai Lama refugia-se então no Sikkhim e volta a Lhasa no momento em que a questão tibetana é estudada pela primeira vez na ONU.

Durante 10 anos, o Dalai Lama procurou uma solução pacífica. No dia 10 de março de 1959, milhares de pessoas protestaram contra a invasão chinesa, resultando num massacre de 82 mil tibetanos na capital do Tibet.
A noite, fugindo disfarçado de guarda, vai para Índia onde lhe é dado asilo político. Em torno de 87.000 refugiados tibetanos o seguiram. Hoje são mais de 115.000 refugiados no exílio. Em 1960, estabelece residência em Dharamsala, Índia, conhecida co-mo Pequena Lhasa, onde monta a sede do Governo Tibetano no Exílio. Em nome da "libertação pacífica", 1,2 milhão de tibetanos (quase 20% da população) já morreram. Dos 6.254 monastérios, apenas 13 foram preservados; outros 4 foram transformados em presídios. Milhares de tibetanos foram enviados para campos de trabalho forçado. Bibliotecas com manuscritos centenários foram incendiadas. Praticantes do budismo foram blasfemados, ridicularizados e torturados. "


Entre 1960 e 1965, a ONU estuda novamente a questão tibetana, que resulta em três resoluções pedindo à China respeito aos direitos humanos dos tibetanos e ao seu desejo de auto-determinação.Uma constituição democrática foi promulgada em 1963, baseada nos princípios budistas e na Declaração dos Direitos Humanos, como um modelo para um futuro Tibet livre. O Tibet, além de ser riquíssimo em minerais, tem grande importância econômica e geopolítica. Devido a sua posição estratégica, 25% dos mísseis intercontinentais da China foram transferidos para lá, incluindo cerca de 70 mísseis nucleares. O ecossistema tibetano, apesar de ser muito rico, é extremamente frágil. Praticamente toda a Ásia Central depende de rios que nascem no Tibet. Cerca de 80% das florestas tibetanas foram destruídas e diversas espécies animais correm risco de extinção. Certas regiões são usadas como depósito de lixo nuclear. E mais de 16 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos estavam sendo violados. Os tibetanos são discriminados em todos os aspectos e não possuem as liberdades fundamentais; quem se manifesta contra a ditadura comunista é duramente repreendido. O simples ato de conversar com um estrangeiro pode ser motivo para uma prisão.Há mais de 1.100 presos políticos no Tibet. Segundo a Anistia Internacional, muitos desses prisioneiros políticos (incluindo dezenas de prisioneiros de consciência) foram detidos sem acusação ou julgamento. Relatos consistentes indicam que os prisioneiros têm sido sistematicamente interrogados, torturados e maltratados. Os métodos mais utilizados pelos oficiais chineses incluem:

• choques elétricos nos genitais, na boca e na sola dos pés;• marcação com pás em brasa;• dreno de sangue;• queima com água fervente;• espancamentos constantes com pedaços de pau e de ferro;• uso de algemas, correntes e cordas para manter os prisioneiros de cabeça para baixo e em posições bastante dolorosas;• exposição prolongada a temperaturas extremas;• privação de comida, água e sono.

Já foram enviadas muitas delegações tibetanas à China e ao Tibet, sem resultados. Em 1985, o Dalai Lama apresentou, em Washington, o seu Plano de Paz de Cinco Pontos: a designação do Tibet como uma zona de paz, o fim da transferência em massa de chineses para o Tibet, a restauração dos direitos humanos fundamentais e das liberdades democráticas, e o abandono pela China do uso do Tibet na produção de armas nucleares e como depósito de lixo atômico. S.S. insiste em negociações sinceras sobre o futuro do Tibet e sobre as relações entre os povos tibetanos e chinês."

Em junho de 1988, em Estrasburgo, França, o Dalai Lama aperfeiçoa o Plano de Paz de Cinco Pontos e propõe a criação de um Tibet democrático auto governado, "em associação com a República Popular da China". Enfatiza que "qualquer que seja o resultado das negociações com a China, a autoridade decisória de última instância deve ser do próprio povo tibetano.

"Em 2 de Setembro de 1991, o Governo do Tibet no Exílio declara a "Proposta de Estrasburgo" inválida em função da reação negativa dos líderes Chineses.
Muito tem sido tentado desde então, com muitas pessoas e instituições preocupadas com a persistente violação dos direitos humanos no Tibet, tema de vários relatórios da Anistia Internacional."
"Em 1995, o 14º Dalai Lama reconheceu o menino tibetano Gedün Chökyi Nyima como o 11º Panchen Lama. O governo chinês apontou outro menino e seqüestrou Gedün por "motivos de segurança"; ele é o prisioneiro político mais jovem do mundo, segundo a Anistia Internacional.O holocausto sofrido nos últimos 40 anos pelo Tibet sob o domínio chinês incluindo a morte de 1,2 milhões de tibetanos, a destruição de 6.254 monastérios e a completa eliminação da sociedade tradicional, é uma vergonha para a humanidade.Não sómente um acordo do ano de 821, comprova a separação política dos territórios do Tibet e da China. O idioma, a legislação, a etnia e a religião são provas cabais de que o Tibet era um país independente.

2008. A China, após 6 décadas de domínio feroz sobre a Tibet, sedia as Olimpíadas, graças à confluência dos governos de metade do mundo “civilizado”, interessados que estão no rico mercado da China com seus mais de 1,3 bilhões de consumidores, e/ou de trabalhadores quase escravos.

Muitos países cogitaram um boicote internacional. Mas, nas palavras do Dalai Lama, encontrou-se o equilíbrio por parte de muitos atletas que aceitaram a idéia e participaram dos jogos. Seria, e está sendo, uma forma de se mostrar ao mundo os intestinos podres do governo Chinês, e a opressão deste sobre bilhões de corações e mentes.

Uma boa resposta do Dalai Lama

Perguntaram ao Dalai Lama:
O que mais te surpreende na humanidade?
E ele respondeu:
“Os homens... porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecendo-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido”.

UM CONTO SUFI

Conta-se que certa vez um homem feriu a perna e teve de andar de muletas. Essas muletas lhe eram muito úteis, tanto para andar como para muitas outras coisas. Ele ensinou toda sua família a usar muletas, elas se tornaram parte da vida normal. Ter uma muleta ficou sendo parte da ambição de cada um. Algumas eram feitas de marfim, outras enfeitadas com ouro. Escolas foram abertas para treinar o povo no seu uso, cadeiras de universidades receberam doações para tratar dos aspectos mais elevados desta ciência.
Umas poucas pessoas, muito poucas, começaram a andar sem muletas. Isto foi considerado escandaloso, um absurdo. Além do mais, havia tantas utilidades para as muletas!
Alguns replicaram e foram punidos. Tentaram mostrar que uma muleta poderia ser usada algumas vezes, quando necessário; ou que os muitos outros usos das muletas poderiam ser resolvidos de outra maneira. Poucos ouviram. A fim de superar os preconceitos, algumas das pessoas que podiam andar sem este suporte, começaram a se comportar de forma totalmente diferente da sociedade estabelecida. Ainda assim, permaneceram poucas.
Quando foi descoberto que, tendo usado muletas por tantas gerações, poucas pessoas, de fato, podiam andar sem elas, a maioria “provou” que elas eram necessárias. “Aqui”, disseram, “aqui está um homem- tentem fazê-lo andar sem muletas. Vêem? Ele não consegue!”
“Mas nós estamos andando sem muletas”, lembraram os que andavam normalmente.
“Isto não é verdade; é meramente uma fantasia de vocês”, disseram os aleijados, porque à esta altura eles estavam também ficando cegos - cegos porque não podiam ver.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Educar é palavra chave dentro do trabalho de transformação do planeta. E são muitas as "educações" que devem ser promovidas entre as pessoas. Educar para a meditação por exemplo é de fundamental importância. Trazer as pessoas para o conhecimento de si mesmo é proporcionar significativas mudanças para transformar o planeta. E meditar, ensinar as pessoas que a meditação ajuda a reconhecer as reais necessidades de cada um; que ajuda encontrar o que é essencial para a vida de cada um e que ajuda a se livrar daquilo que é fútil, inútil mesmo, é de uma essencialidade tremenda neste dias de tão largo consumismo, em um mundo que o consumo é a própria razão de ser do sistema.

domingo, 4 de outubro de 2009

TENHO UM DEVER

Como membro de uma comunidade da qual foi roubada a possibilidade de sonhar,
Coloco-me o dever de sonhar e criar o melhor dos sonhos para mim,
E cubro minha vida de possibilidades.
Invento magníficas viagens.
Vou a Londres, Paris e Amsterdã.
Lá, sou saudado como um grande fazedor de sonhos.
Cubro-me de estandartes coloridos e saio às ruas a contar a existência de um mundo melhor.
Construo possibilidades, invento alegrias e delícias de viver.
Falo do mundo como se fosse verde e invento belas verdades.
Tenho que fazer isto...
É minha alegria alentar as pessoas de meu mundo com lençóis de ouro e bordas de diamantes.
Quem sabe um dia, muitos não despertam e se vêem como reis e rainhas disfarçados.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

TEMPOS E MÚSICAS

Quando ouço músicas de tempos atrás
Viajo nos sonhos de minha geração

“Onde possa plantar meus amigos...”
E tantas outras lutas guerreiras
Que travamos em busca da liberdade de ser

Derrubando padrões
E erguendo esperanças
Músicas/poemas que diziam
Da beleza de viver um mundo mais justo

Quando ouço estas obras de arte
Divinas e maravilhosas
Penso que se perderam nesse novo tempo
Não só a melodia e a poesia
Mas a esperança

Tudo tão pragmático
Aqui e agora
Sem o suporte do sonho
E da esperança

Onde está a música?
Onde está a poesia?

Ensinem-me a viver nesse novo tempo
Sem som e sem dom
A mídia comandando
Fazendo shows e “artistas descartáveis”
Onde será que se meteu a rebeldia dos tempos juvenis?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

As coisas estão cada vez piores se nos reportarmos para as questões do viver em nosso belo planeta. Estão acabando as nossas matas, os nossos rios, e o próprio ar que respiramos. A ganância humana está nos conduzindo rapidamente para o pior. A terra não poderá acompanhar ritmo tão alucinante como o que seguimos hoje. Consumimos coisas sem a mínima consciência do que fazemos. Nossa pobreza espiritual nos coloca na condição dos piores predadores que já existiram neste planeta. Ah! que pena matar tão belo chão. No universo não existe algo tão belo. Não tenho mais esperança de que minha geração possa fazer algo. Acho que já fomos longe demais. Não há mais volta. Continuarei minha lida diária, ensinando, estimulando pessoas a observar melhor o chão que pisa, trazer mais consciência para o que come, para o que veste, para o que faz, mas sem grandes esperanças. Continuarei a fazer meu trabalho como o beija-flôr ao ver o incêndio na floresta, mas não terei mais esperanças. Apenas meditarei para que a energia de minha meditação junte-se a tantas outras e ...

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sábado, 29 de agosto de 2009

Os Chakras

Os chakras funcionam como órgãos de captação de energia do campo energético da vida universal, o qual envolve a todos nós e também pode ser chamado de campo universal de saúde. A energia absorvida e metabolizada de cada chakra é enviada para as partes do corpo localizadas na principal área do plexo nervoso próximo de cada chakra. Essa energia é muito importante para o funcionamento saudável do campo áurico e do corpo físico. Na tradição oriental, essa energia é chamada de prana ou chi. Se um chakra para de funcionar de modo apropriado, a absorção de energia será perturbada. Isso significa que os órgãos do corpo servidos por esse chakra não vão receber o suprimento energético necessário. Se a disfunção do chakra prosseguir, o funcionamento normal dos órgãos e de outras partes do corpo nessa área específica será prejudicado. Essa parte do corpo vai enfraquecer, assim como o seu sistema imunológico e a doença vai acabar se manifestando nessa parte do corpo.

Bárbara Ann Brennan é curadora, terapeuta e cientista que se devotou durante mais de vinte anos à pesquisa e a exploração do campo de energia humana. Extraído do livro Luz Emergente

Dançando com o mestre

Dançando com o mestre é uma das meditações mais gostosas para mim. Simplesmente adoro-a. Dançar livremente, solto, bailando ao simples prazer de bailar, entregue aos impulsos do rítmo a conduzir o corpo à esferas de intenso prazer. Os movimentos são soltos e acompanham o rítmo musical, o corpo se deleita, a mente está absolutamente vazia, apenas o estar presente, a música e o dançarino tornam-se únicos, simbiotizam-se, desaparecem, ou como falava Osho, apenas a dança está presente.
A música termina. O corpo para e congela-se naquele momento, vira estátua, e o testemunho aparece. uma presença surge, uma presença que está para além da mente, é apenas um testemunho um não julgador, um observador que apenas percebe o corpo, o suor, a respiração, o cansaço, o prazer de ter girado no espaço da música que envolveu completamente o dançarino. Essa é uma das grandes contribuições de Osho para a humanidade. Não que ele tenha criado a meditação do dançar, mas foi ele que me chamou para a divindade da dança.
Firdauz

Os diferentes estados da mente

Associação – A associação é nosso pensamento comum. Na associação nosso pensamento é um louco sem controle. Você fala no Sol e isso me remete à um rio onde me banho, esse pensamento me leva a minha infância onde eu estava ao lado de meu pai junto à natureza, a visão de meu pai remete-me à lembrança de meu irmão que mora em Porto Alegre, isso me lembra o Brique da Redenção onde eu passei horas contemplando o movimento dos freqüentadores certa vez que estive lá. Como você percebe, um pensamento leva a outro, que leva a outro, assim por diante. Para cada pessoa, uma associação diferente.
Contemplação – Na contemplação nós começamos a disciplinar o louco. Seguimos um caminho, uma direção, o louco tenta fugir, nosso pensamento, volta-e-meia foge, mas o trazemos de volta e continuamos seguindo esse caminho. O ritmo é mais suave, tranqüilo. Alcançamos estados de paz, serenidade.
Concentração – Na concentração nem mesmo uma direção é permitida, focalizamos nossa atenção em um ponto, pode ser um mantra, uma luz, uma figura (mandala)... Se o louco quiser assumir, o controlamos novamente. O ritmo suaviza-se mais. Novamente vislumbramos estados de serenidade e paz.
Meditação – Na meditação, o louco não mais existe, a mente não é permitida, a meditação é um estado de não-mente. Conforme uma analogia de Osho – Nossa mente é uma sala e nossos pensamentos são a mobília. Você tira uma cadeira e um espaço surge. Esse espaço não foi criado, ele já existia mas estava ocupado pela cadeira. A cada mobília que vai sendo tirada, mais espaço se manifesta, quando não houver mais mobília, será apenas espaço. Então, a meditação surge.

Benefícios do estado meditativo

A mente agitada está sempre fixada no passado ou no futuro, ao passo que meditar é concentrar-se no presente.
São inúmeros os benefícios da meditação:
Ela produz um estado fisiológico de profundo relaxamento, junto a um estado mental desperto e altamente alerta. Um homem dormindo, consome 6 vezes mais oxigênio que meditando. Há uma diminuição no metabolismo e no ritmo cardíaco e respiratório. Fortalece o sistema imunológico, equilibrando o trabalho das células como um todo. É um dos melhores antídotos contra a angústia, ansiedade, depressão, medo, stress, etc...
Através da meditação podemos alterar os padrões desarmônicos de pensamento que impossibilitam nosso equilíbrio. Aproximando-nos da cura1.
Quando entramos em estado meditativo, harmonizamos nossas emoções, proporcionando um estado de paz e serenidade.
Nas primeiras práticas, podemos demorar a alcançar esse estado, e algumas pessoas, nem o alcançam nas primeiras vezes. Porém, com a determinação, a cada prática o atingimos mais rapidamente, e seus efeitos são cada vez mais prolongados.

A transformação é interior

“Nenhum líder vai nos dar a paz, o que vai nos dar a paz, é a transformação interior, que nos conduzirá a ação exterior. A transformação interior não é isolamento, desistência de ação exterior, ao contrário. Só pode haver ação correta, quando há pensamento correto, e não existe pensamento correto, quando não existe auto-conhecimento. Sem conhecer a si mesmo, não existe paz”.
Tulku

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mudar é dificil

Estive lendo alguns trechos de um livro que dizia da dificuldade de mudar, de ver o óbvio. Pois é. O óbvio é realmente difícil de enxergar. Mudar é uma atitude que inspira alterações no comportamento nosso de cada dia. Deixar de lavar as mãos com a torneira aberta, por exemplo. Que dificuldade! Lavar uma louça, tomar um banho evitando desperdício. Ah! quanta dificuldade. É como se precisasse rasgar o peito para fazer isso. Imagine enxergar a necessidade de deixar de comer carne animal, imagine diminuir as necessidades de consumo, imagine dedicar 10 minutos que seja do dia para a prática de meditação: não há tempo. Dez minutos! Imagine alterar rotas diárias, afazeres diários, pensamentos incrustados no corpo. Prefiro morrer! "Não, não posso mais, tô muito velho pra isso". É melhor levar para o túmulo o hábito de fumar ou de comer carne animal. Pouco importa que dano isso possa causar. Fiz isso a vida toda. Vou parar agora? Tô morrendo e levo este hábito comigo! Gerações, será preciso gerações a abandonar velhos hábitos para que novos paradigmas possam prevalecer em um mundo que insiste em ser o mesmo. Velhos hábitos humanos, tão velhos, tão petrificados que só gerações para mudar. E que deus tenha paciência para conosco. E que o planeta nos dê o tempo necessário. Oxalá o mundo ainda resista a tanta ignorância de tanta gente que insiste em viver mal.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Queimadas

Mais um Setembro se inicia
E mais uma vez se inicia também
A queima de minhas matas.

Por que me tratam assim?
Por que me despem de minhas verdes vestes de forma tão brutal?
Acaso ando eu a tratar tão mal meus filhos diletos?
Acaso lhes deixo sem água para matar vossa sede
Ou alimento para saciar vossa fome?

Vocês humanos são meus filhos diletos

A vocês dei não somente vida como aos outros animais
Mas também inteligência para melhor me conhecer
E de mim extraírem tesouros que possuo escondidos
Em locais que só com sua inteligência podem ser alcançados

A vocês dei abundância de água, de terra e ar
E no entanto, vós, com suas mesquinhas iras, suas intestinas lutas
De seres humanos imaturos, tocam fogo em minhas verdes camadas
Que ressecam minha pele, matam animais, destroem rios, acabam
Com a diversidade da vida e poluem o ar

O que querem vocês?

Alguém, algures já disse que fazer mal a terra
É fazer mal aos filhos da terra
E todos vocês são meus filhos
Vieram de minhas entranhas e para lá hão de voltar.

Por que maltratam a mim e a seus irmãos irracionais?
Acaso não me reconheceis como sua mãe?
Acaso não reconheceis os outros animais como vossos irmãos?
Quando os gerei com sua inteligência
Pensei no melhor
Pensei no mais belo de minha criação
Pensei no apogeu de minha criatividade
Mas não pensei que esta poderia ser também
A minha própria destruição e de todos os filhos outros que gerei

Sei que tentei o belo, sei que tentei o melhor
No entanto, não foi o suficiente
Não foi o bastante lhes dar a inteligência
Era preciso sobretudo lhes dar a sabedoria e o amor
Que ficou escondido em algum lugar
Guardado no fundo de seu imaturo peito

E por isto, vendo hoje os Setembros chegarem, vendo os Outubros e
Os outros meses quentes chegarem, olho para meus outros tantos
Filhos mortos e feridos por seu insano ato
De queimar minhas verdes coberturas, e lhes peço perdão

Às vezes por ter criado vocês humanos,
Às vezes por ter esquecido de lhes colocar
Um pouco mais de amor no coração

Sei que foi por pouco, sei que foi por um triz
O amor apenas não ficou a vista de vocês
Pensei que com a grande inteligência que lhes provi
Vocês o encontrassem

Mas como dói meu erro

E agora sou obrigada a dizer:

Filhos, como mãe, como terra,
Como senhora de toda a criação deste planeta
Se quiserdes continuar a existir cá em mim,
Pensem no que estão a fazer
Reflitam sobre a destruição que provocais e usem um pouco mais
Aquilo que de bom coração deixei a vocês:

A inteligência.

domingo, 12 de julho de 2009

O impacto da meditação no tratamento do câncer

Recebi texto muito interessante sobre algo que venho defendendo a tempos: os benefícios físicos e espirituais que a prática da meditação nos traz. Embora não concorde com os autores sobre seu conceito de meditação, ao meu ver, um pouco equivocado e que já tratei neste blog, vamos ao texto:

"A meditação tem origem obscura. Entretanto, os mais antigos textos médicos conhecidos, escritos há cerca de 1000 anos antes de Cristo, referentes à medicina ayurvédica indiana, já incluíam a prática de meditação como um procedimento valioso para a manutenção e a recuperação da saúde. Nos últimos 35 anos, a meditação passou a ser crescentemente adotada no ocidente como método terapêutico complementar, o que despertou o interesse da comunidade científica, que já divulgou os resultados de suas pesquisas em mais de 1600 publicações. Atualmente, a prática de meditação é utilizada rotineiramente como terapia complementar em centenas de centros médicos, inclusive naqueles associados às mais prestigiosas universidades do mundo como Harvard e Oxford.
Mas o que é meditação? O fluxo constante e caótico de pensamentos em nossa mente impede que nos concentremos naqueles que são mais importantes, ou seja, compromete nossa atenção e concentração, além de causar intenso cansaço mental e gerar ansiedade e frustração, porque não conseguimos achar as soluções necessárias, já que novos pensamentos surgem continuadamente atropelando os anteriores. A consequente exaustão mental, que evolui para a exaustão física, associadas à ansiedade e ao sentimento de frustração, acabam por comprometer os sistemas de defesa do organismo e tornar o indivíduo suscetível a uma grande variedade de doenças. Esta sequência de eventos danosos à saúde pode ser revertida pela meditação. Meditar consiste em focalizar a mente, o que leva a um estado de relaxamento mental e físico que, por sua vez, facilita alcançar um estado de grande serenidade, que induz ao estado meditativo. Neste, perde-se a noção de tempo, espaço e corporeidade, a consciência se expande e advém um estado de profunda paz. Essas sensações de serenidade e paz, entre outras emoções positivas induzidas pela meditação, exercem impacto altamente benéfico sobre o sistema imunoneuroendócrino, capaz de concorrer, de maneira decisiva, para a manutenção e recuperação da saúde.
São várias as doenças em que a meditação exerce um efeito positivo nas pessoas, entre elas o câncer. Células mutantes, com potencialidade para se transformar em células cancerígenas, surgem diariamente em nosso organismo, mas são eliminadas por nossos mecanismos de defesa, principalmente aqueles associados ao sistema imunitário. As células imunitárias têm capacidade de detectar e destruir as células mutantes e, desta maneira, impedem o aparecimento do câncer. Além disso, mesmo após o estabelecimento do câncer e, eventualmente de metástases, as células tumorais continuam sendo monitoradas e podem ser eliminadas pelo sistema imunitário. Acontece que as emoções negativas, como ansiedade, tristeza, mágoa, ressentimento, culpa e medo, bloqueiam o sistema imunitário, tornando-nos suscetíveis a doenças, inclusive o câncer. A meditação tem a capacidade de transformar as emoções negativas em positivas, tornando as pessoas mais serenas, intuitivas, sensíveis, amorosas e felizes. Tais emoções positivas alimentam o sistema imunitário, que passa a exercer sua função protetora de maneira eficiente, evitando o adoecimento e mesmo fazendo reverter doenças já estabelecidas. Este efeito, aparentemente milagroso, tem recebido o embasamento teórico e experimental da nova ciência da psiconeuroendocrinoimunologia, que estuda os efeitos das emoções sobre os sistemas de defesa do organismo. Parte da atividade benéfica da meditação em pessoas com câncer deve-se à redução do tônus simpático, associado à ansiedade, e aumento da atividade parassimpática, associada à tranqüilidade, além de aumento do hormônio melatonina, que apresenta atividades estimuladora do sistema imunitário, antitumoral e bloqueadora do efeito imunodepressor da ansiedade.

Está sendo oferecido no auditório do Hospital Universitário de Brasília um curso de meditação para pessoas em tratamento ou acompanhamento de câncer de mama, sob a responsabilidade dos autores dessa matéria. O curso é grátis, não tem qualquer vinculação religiosa e não interfere com o tratamento instituído pelo médico. Se você está em tratamento ou acompanhamento de câncer de mama, será muito bem-vinda. Informações pelos telefones 3307-2273 (Laboratório de Imunologia Celular), ou 8171 0559 (Dr Castellar), ou 3208-6397 / 3367-3434 (psicóloga Lúcia Wolff) .
[1] Médico, pesquisador e professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília
[2] Médico e doutorando do Programa de Ciências Médicas, Faculdade de Medicina, UnB

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O extraordinário existe.

Vibrei estes dias com uma notícia interessante que saiu no jornal das onze da globo. Mas percebi que o jornalista, Willian Vack não entendeu ou não refletiu o suficiente sobre a matéria que ele mesmo selecionou para apresentar no jornal do qual é o ancora. A notícia referia-se a um jovem de 13 anos que passou em primeiro lugar no vestibular de uma universidade federal brasileira para o curso de química. A reportagem o situa como um pequeno gênio. E a levar em conta a reportagem, é mesmo. Aos dois anos já sabia ler e escrever, aos treze termina o segundo grau e segundo o jornalista é excelente professor quando dá aulas para colegas de turma bem mais velhos. Sonha em se tornar professor e apresenta uma desenvoltura intelectual fora do comum.
Fico realmente feliz em saber isso, mas também fico apreensivo com o pouco caso feito em relação ao valor deste jovem que deveria ter uma atenção especial por parte das autoridades. Queiramos ou não, é incomum sua inteligência a qual deve ser dada oportunidade para se desenvolver ao máximo. Fosse nos Estados Unidos, este garoto já teria bolsa de estudos e um futuro garantido em alguma empresa de pesquisa onde lhe seria oferecido condições para desenvolver suas habilidades mentais que muito bem poderia ser aproveitada para o bem deste nosso país. Se não me engano é isso que fazem os grandes clubes. Olheiros freqüentam campos de futebol mirim no intuito de encontrar potenciais craques nos quais se investirá para tornarem-se futuros jogadores profissionais. Por que não investir em gênios escolares? Onde será que poderia chegar um jovem como este tendo condições de sobrevivência asseguradas e condições para desenvolver suas habilidades mentais? Não poderíamos ter outro Einstein? Isac Newton? Osho? Krisnamurty? E tantos outros gênios que ajudaram a humanidade? Quando vi a reportagem, por um lado fiquei muito feliz, mas por outro sofri pelo fato deste rapaz ter nascido no país do futebol e não em um país onde ter uma capacidade além das outras pessoas é realmente festejado.

MEDITAÇÃO DINÂMICA!

Essa meditação foi criada pelo professor de filosofia e mestre espiritual Osho.
Ela é também chamada de meditação dialética porque trabalha os opostos/complementares juntos: tanto a ação quanto a imobilidade, tanto o som quanto o silêncio.
Em geral estamos suspensos em algum ponto do nosso desenvolvimento desde a fase intra-uterina, por experiências conflitantes ainda não solucionadas ou elaboradas.
Esta técnica atua nas fases do desenvolvimento libidinal da nossa criança interna, trazendo insights, ajudando no processo de liberação das fixações e integrando os conteúdos psíquicos do insconsciente. Por isso acho essa prática fundamental para quem está em processo terapêutico.
Pratico essa meditação há mais de dezoito anos e ela é sempre nova e imprevisível pra mim.
Ela tem funcionado como uma espécie de oráculo. Nunca fiquei sem resposta apesar de nunca ter trazido perguntas durante a prática da mesma. É incrível, mesmo sem perguntar a resposta vem, porque a gente traz a pergunta no insconsciente. E a pergunta é sempre sobre este momento da nossa vida. E a resposta flui como uma direção, um caminhar, como um novo passo.
E quando me dou conta, lá estou eu trilhando um novo caminho importante para o meu crescimento. Não é um planejamento meu, uma decisão minha, simplesmente acontece.
O que é necessário é simplesmente praticar a técnica, ficar disponível, e confiar que o novo sempre vem, e é bom pra nós.
O grande em nós sempre sabe, o pequeno fica planejando.
O pequeno em nós vai nos levar a uma longa distância, numa trilha que não chegará a lugar nenhum.
O grande num piscar de olhos, já chegou, e o coração pulsa em alegria.
A Meditação Dinâmica acessa o grande!
Texto escrito pela Ojas

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Salário do professor no Brasil é o 3º pior do mundo.

O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários, mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgada ontem, em Genebra, na Suíça. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia.Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana.Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.Com os baixos salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam deixando a profissão em busca de melhores salários.O estudo mostra que, no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença?
Fonte: Jornal do Commercio - Rio de Janeiro

sábado, 10 de janeiro de 2009

Já li muitos depoimentos com várias posições sobre a guerra Árabe-Israelense de tão antiga data. Li depoimentos cheios de emoção, depoimentos bravos e até apocalípticos. Uns posicionam-se contra os Árabes, outros contra Israel e ainda outros contra a intransigência dos dois lados, e a favor da paz. E realmente, é triste ver a carnificina que por aquelas bandas ocorre, divulgadas pelos veículos de comunicação; é triste de ver diretamente na tv, todo o horror sentido pelo povo que sofre, e pior ainda - pelo menos é o que penso - é ver os senhores da guerra discutindo em seus escritórios confortáveis os tratados que podem ou não dar fim a guerra. Ah! esses terríveis senhores da guerra (afinal, quem será que vende as armas que esses senhores usam?). Mas é também interessante perceber o quanto se tem pesos e medidas diferenciados para os sofrimentos terrenos. A globo e todas as outras emissoras e as instituições internacionais de divulgação se esmeram em colocar esta guerra em primeira página e fazem de tudo para sensibilizar a opinião pública mundial para este fato. Colocam o espetáculo da morte em nossas casas porque parece que para nós isto é um espetáculo que vale a pena ver e se sensibilizar com ele (e até parece que é recente, e até parece que é o único no mundo ou o mais terrível). E realmente encontram telespectadores ou leitores ávidos por consumir este espetáculo. Mas se é de morte que se está falando, por que não colocar o espetáculo da morte que ocorre agora no Congo, na Nigéria, no Quênia, no Sudão, Somália e em outros países da África também em nossos lares? Por que não se falar do genocídio do Tibet? Afinal, as mortes de lá talvez dê mais ibope, afinal os mortos não são contados as centenas mas aos milhares e até milhões e de crianças que morrem de fome, lentamente, talvez a pior das mortes (mas talvez eu esteja errado, os mortos de lá não devem dar ibope, não são guerras glamourosas). E por que será que ninguém fala nada disso? E por que ninguém fala nada de nossas crianças faveladas do Rio, de São Paulo, da Bahia, e de todas as grandes cidades brasileiras e dos interiores do Norte e Nordeste principalmente, que são mortas também aos poucos, também pela fome ou atingidas na alma, pela falta de esperança, pelo envolvimento com as drogas, pelo envolvimento com o tráfico, pelo roubo puro e simples, pela fome, pela carência de infância pelo confronto com a polícia? Acho que já nos acostumamos a pensar na morte ou na vida severina (como diria João Cabral de Melo Neto) de nossos jovens, porque se abrirmos o jornal são jovens na grande maioria, os presos do dia, os apanhados roubando do dia, os traficantes do dia, os assassinos do dia, etc. Nos acostumamos e não nos indignamos mais com as mortes violentas destas crianças daqui como da África, ou do Tibet, regiões que, parece, são assim mesmo. Não é? Mas, essa guerra repentina lá na Palestina, (repentina?) nos pegou de surpresa, e para não nos desabituarmos tanto ao ato cidadão da indignação, vamos nos indignar diante desta guerra e nos sentirmos mais humanos e mais cidadãos demonstrando nossa indignação. Vamos esbravejar, vamos chorar publicamente, vamos manifestar, fazer passeatas, vamos, vamos.... vamos. E lá na frente uma criança pede esmola e outra é morta pela bala perdida da guerra que há no morro do Vidigal ou no interior do Pará.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pra que leiam a minha desesperança. Ela veio, mas já passou, no entanto que saibam que ela veio, feroz e tomou conta de mim, me fez ficar possesso ou deprimido, me fez ficar aqui, parado e impotente e me fez querer voar para bem longe de tudo que é grosseiro. Ñão acreditar, não crêr no que ainda é possível foi demais para mim. Derrubar um sonho, arrancar a esperança da alma, petrificá-la. É isso que eles fazem com a criança que habita em nós, porque infelizmente já não existe mas esperança no coração deles. E por isso choram, e por isso gritam e fazem-nos pensar que tudo é assim mesmo. Acreditam-se imagem a ser seguidos. Não há nada mais a fazer, não é mais possível mudar. E aquilo que é de pedra continuará pedra. É preciso estar atento e forte, muito atento e forte para poder continuar vivo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008



Quanto a mim, acredito que as ações sejam aquelas bem simples, cotidianas. Aqueles pequenos atos de dignidade como não chegar atrasado ao trabalho por preguiça ou descaso; aquele ato do fazer e do olhar cotidiano para o outro que realmente envolve amor e transformação nossa e do outro. Aquela atitude de indignação frente a um professor ou um funcionário que exerce qualquer função, por seu desleixo ou descaso quanto a sua obrigação. Acho que contribuir com o sonho humano é viver cotidianamente a busca deste sonho, é preocupar-se sempre em dar o melhor de si onde quer que estejamos e fazer o melhor, seja o que for. Estar presente aqui e agora, olhar o sonho humano como consequencia do nosso ato cotidiano acredito que é contribuir decisivamente na construção de um mundo melhor. Acho que olharmos para nos mesmos, vermos o que fazemos em nosso cotidiano criticamente, buscar integridade entre o que pensamos e o que fazemos é transformar todo o mundo que nos circunda. Ser a própria mudança, sentir-se crescendo a cada passo na construção do sonho humano é expor para o mundo ao redor a possibilidade. Ser uma metamorfose ambulante, buscar caminhos novos, alterar rotas, ser um mutante e mostrar que assim se vai sim, é o melhor meio de contribuir, acredito. Em toda nossa história, já está gravado que a mudança acontece externamente mas o palco interno é o mesmo. Quantas vezes já repetimos este refrão? Como diria Caetano Veloso "será que esta minha estúpida retórica terá que soar por mais zil anos?" Acredito que é na nossa prática cotidiana, no nosso alegre fazer cotidiano que podemos construir este sonho humano. Não é uma questão de retórica, é uma questão de atitude, de simplesmente ser o sonho, vivenciá-lo nas suas possibilidades, ser criativo. Não basta culpar o governo, o Estado, o partido de oposição, o outro. Isto é pouco, é pobre, é apenas uma parte. Ser a mudança, exercer o direito de viver o sonho humano, por mais que ainda precário, é um direito nosso. Tornar nosso ambiente de trabalho melhor é um direito nosso, viver agora da melhor forma possível é um direito nosso, praticar os primeiros degraus desse sonho é uma possibilidade, uma corajosa possibilidade. Vamos ser, portanto, o sonho agora em construcão. Vamos fazer e ser o possível, não vamos simplesmente sonhar e deixar-nos vagar por ai em um mundo vazio e sem sentido, não vamos ser esquizofrênicos, divididos entre o ser e o estar. Vamos juntar as partes, ser um só, uma só realidade, o sonho em construção. A cabeça, os membros, o corpo todo em um só ato, o ato da transformação, da criação, da vivência de uma nossa possibilidade, de uma nova realidade. Inverter o olhar, olhar para o aqui e agora, aliás nem olhar, ser o aqui e o agora. Projetar e executar ao mesmo tempo, ser o escritor e o livro, o sonho e o ato. Navegar é preciso dizia o poeta, viver não é preciso. E eu cá com meus botões digo sim ao poeta que escreve em vida que navegar é preciso. E talvez seja mais que preciso. Talvez seja uma necessidade urgente, uma construção humana urgente. Necessário dizer chega de jogarmos para o futuro as possibilidades de vida inteligente. Sejamos inteligentes agora, aqui, neste pequeno rincão que é Seabra, nesta pequena escola que é o Letice ou o Ivani Oliveira. Sejamos inteligentes transformando para melhor porque sonhamos com o melhor, porque queremos o melhor, porque somos melhores. A cada dia a cada passo, refletindo sempre, meditando sempre, acreditando na possibilidade, sendo esta possibilidade, se unindo no sonho, sendo o alicerce deste sonho, dando a vida pelo sonho porque ele é a viagem, a navegação dita pelo poeta. Viver não é preciso, aliás é estorvo, um mal, um atavismo que se inscrustou nas estruturas internas da psique humana e dilacera a alma. Navegar é preciso, viver não é preciso. Mudar o mundo não é retórica, é possibilidade, envolve ação, desejo de viver plenamente o que se é, gôsto por si desvendar, e gostar de alegria e folia. Tantos professores que se "puxam" em seu cotidiano, nem um riso, nem um gesto de criatividade, nenhuma vontade própria, nenhum fazer livre de pressão, nenhuma demonstração de amor pela vida, nenhum agradecimento. Apenas a aposentadoria, apenas o ato final, o da despedida, sem ter nada a dizer a não ser um rancoroso adeus por tanto tempo perdido. E não são só os professores, mas profissionais de todas as especialidades. Como fazer para contribuir para que o sonho humano aconteça? Tão fácil, tão simples. Apenas um ardente desejo de viver a vida com o olhar de uma criança. Apenas o ardente desejo de ser mais feliz, de agradecer por tudo, pelo mundo vasto e belo. Uma vez John Lennon disse: você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único, espero que algum dia você se junte a nós e o mundo será este sonho. Tudo depende do gesto, do olhar correto para a direção certa e a direção correta é o nosso interior. O que estou fazendo? Estou feliz com o que faço? são perguntas fundamentais para tornar o sonho realidade

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tempos de renovação


Na nau dos insensatos existem muitos aquarianos de coração. O mundo está em uma profunda mudança, só não vê quem é cego. O mundo está girando a uma velocidade sem precedentes. Nínguém mais tem a verdade, ela se dissipa no horizonte das incertezas. Estamos vivendo um novo "Renascimento", um momento de profundas mudanças de paradigmas. Nova forma de se pensar o mundo, de se colocar no mundo. Milhões não estão entendendo nada e se encontram perdidos neste amálgama de idéias e apelam para velhos padrões na esperança de encontrar conforto e chão onde pisar, não entendem que o velho está dando lugar para o novo que é necessário que o velho morra para o novo nascer. E ele nascerá como sempre fez, trazendo novas esperanças, novos sonhos, novas possibilidades para uma raça toda especial que está apenas no início de sua jornada rumo a felicidade. Nós ainda teremos paz e sabedoria nesta terra dos homens.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Uma resposta a um amigo




Geralmente se ouve dizer: aos políticos a política; aos espiritualistas as coisas do espírito. Porém, nada mais enganosa que esta afirmação. O ser humano não é dividido em departamentos, ele é tanto o céu quanto a terra; matéria e pensamento; abstrato e concreto; vida e morte; o agora e o sempre.
Infelizmente, no decorrer de nossa história, fragmentamos nosso ser e passamos a nos comportar como se fossemos seres ou apenas dos céus (e então os espiritualistas se escondem nas montanhas), ou apenas da terra (e nos transformamos em acumuladores frenéticos de bens materiais, como que viciados no verbo ter).
É preciso que compreendamos, que o caminho é para a unidade e que a espiritualidade que tanto buscamos indo aos mosteiros, fazendo yoga, meditação, etc, não está em discordância com questões concernentes a melhora do padrão de vida social, o que implica dizer que não está fora da batalha da discussão sociológica por uma comunidade mais justa e igualitária, mas muito ao contrário, nosso aprimoramento espiritual está intrinsecamente vinculado a melhora da qualidade material de toda a sociedade humana o que corresponde ao grande plano cósmico evolucionário do espírito.

Gurdjief - Abra os olhos

Acorde, abra os olhos, ouça, cheire, sinta, prove, toque, viva.Você não pode passar sua vida dormindo. Ao seu redor, trabalhando incessantemente estão as forças que geram e sustentam sua vida. Como você pode ser cego a estas grandes forças, como pode perambular pela vida num sonho, como o tolo da carta de tarot, que está tão mergulhado no sono que nem mesmo sabe que está perdendo suas calças?A cada hora do dia, o drama cósmico se desenrola diante de você. Uma interminável série de transformações acontece diante de seus olhos, as sementes se transformam em plantas, as flores em frutos, as plantas em animais, o lixo em solo. Cada planta, cada animal, as nuvens, o sol, o oceano podem contar estórias sobre si mesmo, se você quiser ouvir. Parando de sonhar e despertando, você virá a ser aquilo que se imagina que o homem seja; os olhos e os ouvidos de Deus, ou se prefere, uma parte da consciência do cosmos.

Pesquisa científicas comprovam importância da meditação



Os resultados de mais de 600 pesquisas científicas sobre os efeitos da “Meditação” realizadas em mais de 30 países nos melhores Institutos de Pesquisas da Europa e EUA, tais como, Science, Scientific American, The Journal of Physiology podem ser sintetizados da seguinte forma:

Fisiológicos:
Produz sistematicamente ondas de baixa freqüência e sincronicidade cerebral. Redução da taxa metabólica e um estado de relaxamento profundo que rejuvenesce e normaliza o funcionamento do sistema nervoso e imunológico. Promove o controle da Hipertensão Arterial e a redução, em até 87,3%, das doenças do coração.

Psicológicos:
Redução da ansiedade, nervosismo, agressividade, inibição, depressão e Irritabilidade, promovendo maior estabilidade emocional, autoconfiança, energia, criatividade, espontaneidade e a redução de todas as doenças de origem psicossomáticas.

Sociológicas:
Aumento de satisfação e desempenho com mais estabilidade e eficiência, melhora a qualidade do relacionamento entre colegas de trabalho, com os superiores e na família, promovendo relações interpessoais mais sólidas e agradáveis.

sábado, 11 de outubro de 2008


É de manhã, seis horas. Acordei. Os pensamentos ainda vêm à cabeça de forma lenta e imprecisa. Ainda estou me desvencilhando do relaxamento provocado pela noite de sono. Estirando o corpo, espreguiçando. Neste momento, vou lentamente me levantando e indo para algum espaço de casa onde possa sentar-me confortavelmente, de preferência sobre uma almofada. Coloco uma música bem suave e com volume baixo em meu aparelho de som, fecho os olhos e passo a ser observador de mim mesmo. Agora vou observar o maravilhoso silêncio interno que reside em mim.
Começo observando os batimentos cardíacos. A quantas anda meu coração? Sinto o meu coração. Depois vou percebendo a respiração: o ar penetrando pelas narinas, preenchendo os pulmões e saindo novamente, bem docemente. Depois procuro sentir os pés e as plantas dos pés; será que elas estão bem? Depois as pernas, a parte interna das pernas; estarão elas tensas? As coxas, os músculos das coxas; como os sinto? O abdômen, sinto relaxando; o tórax, o quanto ele pode estar tenso ou não; a garganta: estará ela arranhada ou não? Os ombros, estes carregam um enorme peso; estarão tensos? (normalmente os ombros guardam muita tensão); os braços, solto-os, deixo-os bem a vontade; as mãos, afrouxo as mãos; os dedos das mãos, relaxo-os bem; e por fim a cabeça, sinto-a bem leve e tranqüila. Tudo isto sem esquecer da respiração. A música me conduz. A atenção e o relaxamento simultaneamente sempre presentes em mim. Neste momento não mantenho nenhuma preocupação. As imagens vêm a mente, os pensamentos também vem, permito-os chegar e permito-os irem embora. Não me fixo em nada. Muitas imagens e pensamentos virão. Deixo-os vir e deixo-os partir. Em certos momentos, sinto o silêncio, o profundo silêncio que existe bem dentro de mim, uma enorme paz e uma sensação de que sou uma pequena parte deste todo da criação, uma pequena partícula, mas uma partícula da maior importância porque é parte integrante de todas as coisas vivas que habitam este planeta, um só corpo, irmanado dentro de um mesmo divino projeto da criação.
Faço isto durante uns 15 a 20 minutos todos os dias e sinto uma qualidade nova brotando no meu ser, uma mudança na vida, uma nova alegria de estar vivo a partilhar a beleza da criação com todos os outros seres que habitam este nosso belo planeta. Obrigado Osho, por ter me mostrado isto.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Não entendi

Muito estranho. Há pouco houve um encontro no centro educacional com o tema democracia, desenvolvimento e direitos humanos, superando desigualdades e quase ninguém apareceu por lá. O que se passa com os intelectuais da terra, com os professores, com os politicos e com os candidatos? Será que o assunto não merece a atenção? Talvez porque a questão dos direitos humanos aqui em Seabra seja coisa coisa superada. Todos aqui são respeitados: não temos problemas de fome (o que é um direito do cidadão), não temos problemas na educação, com a segurança pública, com a moradia, enfim, nós cidadãos seabrenses não temos estes problemas que são coisa da gentalha de lá do terceiro mundo. Cá nós estamos no primeiríssimo mundo. deve ser isso que todos estão pensando. E haja correr atrás de voto em Outubro.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Um telefonema de alegria

Hoje tive a grata satisfação de receber um telefonema de uma jovem me dizendo que leu meu livro "Elias em a fábula do castelo" e diz ter se apaixonado. Em suas próprias palavras, "adorei o livro, me ajudou muito a compreender um monte de coisas". Fiquei feliz sim por receber este telefonema porque o texto atingiu o objetivo ao qual se propôs. Elias é um conto, uma fábula, um livro que pela linguagem nos leva ao mundo da fantasia que por sua vez nos conduz a reflexões abertas sobre muitos aspectos da vida. Meu intento foi justamente atingir os jovens, fazê-los refletir sobre algumas questões que considero relevantes para o momento atual. Agradeço portanto a jovem leitora e espero muitos telefonemas deste tipo me comunicando como foi sentida a viagem do burrinho Elias.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A Escolha

Como você faz para escolher seu candidato? Será que você o escolhe pela cor dos olhos ou dos cabelos? Será que é pelo que ele fala? Pela voz macia e que promete? Será que é pelo dinheiro que possui? Pelo seu empreendedorismo? ou será que você simplesmente olha a foto na hora h e escolhe, sem nenhum critério? Pois eu lhes digo que para escolher um bom candidato não há fórmula mágica alguma, o risco de se colocar lá um picareta sempre existe, no entanto é possivel minorar as possibilidades de erros. Por Exemplo vendo sua trajetória política, sua história de participação na comunidade, sua posição política ao longo da vida. É possível também observar qual o seu patrimônio para que saibamos, caso ele venha a ganhar, com quanto entrou e com quanto vai sair, é controlar seu patrimônio. É preciso observar sua história, sua capacidade de combate frente o tanto que tem a enfrentar para colocar seus projetos na prática.
Um abraço a todos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Palestra sobre hábitos alimentares

Estive hoje em uma palestra muito interessante sobre alimentação e saúde. Muito interessante. Você sabia que de sua alimentação depende sua saúde? Por exemplo, em minha experiência como professor, vejo tantas crianças e adolescentes com dor de barriga, dor de cabeça, nauseas, espinhas no rosto e etc, e essas são pessoas que usam comer demasiadamente doces, principalmente o pirulito. Desde cedo, quando chegam à escola já se encontram com eles na boca. Ora, o dito cujo é só açucar cristalizado, corante, e outros produtos quimicos nocivos à saúde. E os estudantes nem percebem que suas dores e mazelas provem de sua péssima alimentação. E pasmem, até sua capacidade de aprendizagem fica comprometida. É mole?
Gente, vamos refinar os hábitos alimentares. É uma questão de saúde.
Abraços.

domingo, 3 de agosto de 2008

Osho- Sobre o vegetarianismo

Amado Osho, por que todos seus discípulos são vegetarianos?
Meus discípulos são vegetarianos não como um culto, não como uma crença, mas porque suas meditações os tornam mais humanos, mais do coração, e eles podem perceber toda a estupidez que é matar seres sensíveis para comer. É a sensibilidade deles, a consciência estética que os tornam vegetarianos. Não ensino o vegetarianismo, pois ele é um sub-produto da meditação. Sempre que a meditação aconteceu, as pessoas se tornaram vegetarianas, sempre, por milhares de anos. Os jainistas são vegetarianos há milhares de anos. Você precisa saber que todos seus 24 mestres vieram da casta de guerreiros. Todos eles comiam carne; eles eram guerreiros profissionais. O que aconteceu com essas pessoas? A meditação transformou toda a visão delas. Não apenas suas espadas caíram de suas mãos juntamente com seu espírito guerreiro, mas um novo fenômeno começou a acontecer: um tremendo sentimento de amor para com a existência. Elas se tornaram absolutamente unas com o todo, e o vegetarianismo é apenas uma pequena parte dessa grande revolução. O mesmo aconteceu com o budismo. O cristianismo, o islamismo e o judaísmo não são vegetarianos pela simples razão de que essas religiões nunca se depararam com a revolução que a meditação traz. Elas nunca se deram conta da meditação. O vegetarianismo não é minha filosofia, mas simplesmente um sub-produto. Não insisto nele, mas insisto na meditação. Seja mais alerta, mais silencioso, mais alegre, mas extasiado e encontre seu centro mais profundo. Com isso, muitas coisas seguirão por si mesmas e, vindo por si mesmas, não há repressão, não há luta, não há esforço, não há tortura. Para mim, a meditação é a única religião essencial, e tudo o que segue é virtude, pois vem espontaneamente. Não tenho nada com o vegetarianismo, mas sei que, se você meditar, crescerá em você nova perceptividade e sensibilidade e você não poderá contribuir com a morte de animais. Há milhões de pessoas que nunca pensaram no vegetarianismo. Desde a infância elas contribuem com o assassinato de animais. Isso não é diferente do canibalismo. E, desde Charles Darwin, é um fato absolutamente científico que o ser humano evoluiu dos animais; então, você está matando seus próprios antepassados, e os devorando com alegria. Não faça algo tão maldoso!A meditação lentamente lhe traz de volta sua sensibilidade, e essa sensibilidade torna meu povo vegetariano. Isso é um ganho, e não uma perda. A humanidade perdeu seu coração, e precisamos trazê-lo de volta a todos que o desejam. Esse é o significado do meu sannyas.
From Death to Deathlessness, capítulo 32, questão 3

Meditação

Quando você estiver se sentindo feliz, amoroso, desprendido - esses são os momentos certos, quando a porta está muito próxima. Quando as pessoas estão infelizes, ansiosas, tensas e nervosas, com muita freqüência elas tentam a meditação - mas assim é difícil entrar. Quando você estiver se sentindo ferido, raivoso ou triste, lembrará da meditação, mas isso é praticamente ir contra a corrente, e será difícil. Quando você estiver se sentindo feliz, amoroso, desprendido - esses são os momentos certos, quando a porta está muito próxima. Apenas uma batida será suficiente. Repentinamente em uma manhã você está se sentindo bem, e por nenhuma razão visível. Algo deve ter acontecido fundo no inconsciente, algo deve ter acontecido entre você e o cosmos, alguma harmonia; talvez tenha acontecido à noite, no sono profundo. Pela manhã você está se sentindo bem; não desperdice esse momento. Alguns minutos de meditação valerão mais do que dias de meditação quando você está infeliz. Ou, de repente, à noite na cama, você se sente à vontade... ambiente aconchegante, o calor da cama... Sente-se por cinco minutos, não desperdice esse momento. Uma certa harmonia está presente - use-a, embale-se nela, e essa onda o levará para longe, mais longe do que você poderia ir por conta própria. Aprenda a usar esses abençoados momentos. OSHO

Eleições

As coisas começam a esquentar. Comites eleitorais, passeatas, carros de som, propaganda. O povo só olhando, espectador das movimentações. Em todas as cidades do Brasil é assim: Rochinha e Zé de Amélia. Centenas de candidatos a vereança. Em que direção estarão olhando? Em direção ao bolso da calça ou para o horizonte a sonhar com uma cidade melhor? Os cargos políticos são tentadores: Poder, prestígio, grana, tudo o que o ego mais necessita para se fortalecer. E ego significa obscurecimento daquilo que é real, significa o fortalecimente do eu, do meu, do ter meu, do obtuso foco nas pequenas coisas em detrimento do que é essencial: o amor pelo conhecer, o amor pelo belo, o amor pelo amor, o amor. E o amor é compartir e o compartir nada tem de meu, de eu, mas sim daquilo que é nosso, respeito pelo que é vosso e pelo que é de todos. Bem aventurados os loucos pela vida porque é deles o reino da terra. Terra que é de todos, patrimônio geral da humanidade, direito inalienável do ser humano.